Petróleo: preço do barril segue em baixa com aumento nos estoques dos EUA

Confirmando projeções, reservas do país de óleo bruto cresceram 800 mil barris na última semana; estoques de gasolina caíram

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SÃO PAULO – Quebrando uma seqüência de seis quedas consecutivas, o nível dos estoques de petróleo nos EUA veio em linha com as projeções do mercado ao registrar acréscimo na última semana.

Entre as semanas terminadas em 13 de junho e 20 de junho, o nível dos estoques de petróleo marcou uma leve expansão de 800 mil barris, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) em relatório divulgado nesta quarta-feira (25).

Em contrapartida, os estoques de gasolina apresentaram um decréscimo de 100 mil barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias operaram com 88,6% de sua capacidade operacional total, abaixo da fração de 89,3% registrada na semana anterior pelo departamento.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 20/6/2008 Semana até 13/6/2008 Variação
Óleo bruto 301,8 301,0 +0,8
Gasolina 208,8 208,9 -0,1
Derivados 119,4 116,6 +2,8
Óleo para calefação 26,5 25,1 +1,4

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 20/6/2008 Semana até 20/6/2007 Diferença
Óleo bruto 301,8 352,5 -50,7
Gasolina 208,8 204,2 +4,6
Derivados 119,4 123,9 -4,5
Óleo para calefação 26,5 32,7 -6,2

Barril em baixa

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 134,66
nesta quarta-feira, uma baixa de 0,84% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula uma alta de 5,96% neste mês de junho.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 43,42%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 93,89 por barril em Londres.

Já o contrato com vencimento em julho de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 135,54 por barril, configurando uma queda de 1,12% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.