Petróleo perde força em meio aos comentários de Obama sobre Irã

Com agenda escassa de dados econômicos, mercado refletiu principalmente alertas dos EUA ao programa nuclear iraniano

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo perderam força e fecharam em queda nesta sexta-feira (2), quebrando a sequência de dois dias de valorização. O mercado digeriu principalmente o comentário do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que alertou contra qualquer ação que possa permitir que o Irã se apresente como vítima.

“Em um momento em que o Irã não goza de muita simpatia, e onde seu único aliado (a Síria) está em plena ebulição, vamos querer uma distração que permita ao Irã apresentar-se como vítima”, disse o presidente norte-americano em entrevista à revista The Atlantic. Também assegurou o presidente que Israel não blefa quando fala de opor-se às ambições nucleares iranianas.

Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 123,90 no pregão desta sexta-feira, baixa de 1,81% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em abril, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 106,70 por barril, configurando uma baixa de 1,97% frente ao fechamento anterior.

Os preços do commodity também foram pressionados após a Arábia Saudita confirmar que as notícias sobre a explosão de gasoduto no país eram falsas. Os rumores foram anunciados na véspera por um canal televisivo iraniano, impulsionando uma forte alta da commodity, uma vez que os investidores temiam pelo fornecimento de petróleo.

Israel ameaça Irã 
Israel tomou uma medida de precaução incomum na véspera, ao anunciar que em breve testará um míssil, na esperança de evitar o aumento das tensões com o Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem feito ameaças veladas de atacar o Irã, caso a diplomacia fracasse em conter o programa nuclear daquele país. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá a visita de Netanyahu na próxima segunda-feira (5) para discutir sobre os riscos de uma guerra entre Israel e Irã.