Petróleo perde fôlego e cotações terminam a sexta-feira em queda

Cotação do óleo bruto negociado no mercado Nova York ainda resiste acima do patamar de US$ 80 por barril

Publicidade

SÃO PAULO – Depois de acumular valorização de 17% desde o dia 10 de outubro em Nova York, a cotação do petróleo perdeu fôlego nesta sexta-feira (23) e fechou com queda.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, terminou o pregão cotada a US$ 78,92, queda de 0,74% em relação ao último fechamento. Por sua vez, o contrato com vencimento em dezembro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, encerrou a US$ 80,50 por barril, configurando desvalorização de 0,84%.

Recuperação em xeque

A queda desta sexta-feira foi motivada pela maior cautela dos investidores com as perspectivas para a economia global e do próprio mercado de óleo bruto após dados divulgados durante a semana.

A primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido recuou de modo inesperado no terceiro trimestre deste ano, retraindo 0,4% frente ao segundo trimestre, enquanto os analistas esperavam por uma alta de 0,2%, mantendo o Reino Unido em recessão. Esta foi a sexta contração seguida na comparação trimestral.

Resultados desfavoráveis do setor industrial norte-americano também promoveram o maior conservadorismo dos mercados, sendo parcialmente responsáveis pela queda dos principais índices acionários dos EUA e refletindo sobre as negociações da commodity.

Opep

Também pesaram as declarações do secretário geral da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) desta quinta-feira. Abdalla El-Badri sugeriu que o cartel poderá decidir pelo aumento da produção em sua próxima reunião, em dezembro.

Continua depois da publicidade

Dólar

Por fim, as cotações também respondem à movimentação cambial, com o dólar registrando alta frente às principais divisas internacionais. Lembrando que uma valorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de baixa sobre os preços das matérias-primas, já que estes são expressos na divisa, e pela movimentação dos investidores, que tendem a migrar suas aplicações para alternativas mais rentáveis.