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SÃO PAULO – O petróleo opera em queda no começo da tarde desta segunda-feira (28), pressionado pela perspectiva de que as medidas apontadas pelo G-20 (grupo das principais economias emergentes e desenvolvidas) para conter o déficit público acabem por frear o crescimento da economia mundial, diminuindo a demanda pela matéria prima. Há pouco, o barril de óleo bruto negociado em Londres recuava 0,65%, negociado por US$ 77,61.
Com o desempenho dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 4,67% neste mês de junho. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 0,19%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em agosto de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 78,16 por barril, configurando uma baixa de 0,89% frente ao fechamento anterior.
Demanda pressionada
Em reunião realizada no último final de semana, em Toronto, no Canadá, a cúpula do G-20 decidiu cortar gastos públicos pela metade até 2013, com o objetivo de estabilizar ou reduzir a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) dos países.
No mercado de petróleo, a decisão traz temores acerca do consumo da commodity, que passaria a ser menos procurada caso o ritmo de crescimento econômico mundial sofresse um novo abalo por conta da diminuição das despesas públicas.
EUA
A agenda norte-americana começa a última semana de junho com poucos indicadores. O núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), um dos mais observados pelo Banco Central norte-americano, registrou alta de 0,2% durante o mês de maio, acima das expectativas do mercado e do resultado de abril, de 0,1%.
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Furacão
As chances de diminuição da produção de petróleo na região do Golfo do México tornam-se menores, na medida em que a primeira tempestade tropical da temporada de furacões do Atlântico, chamada de Alex, se enfraquece, conforme informações publicadas pelo Centro de Furacões dos Estados Unidos.