Petróleo opera em queda em Londres e NY, mesmo com recuo de estoques nos EUA

Utilização da capacidade das refinarias sofreu recuo na passagem semanal, passando de 87,3% para 86,6%

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SÃO PAULO – Os estoques norte-americanos de óleo para calefação diminuíram 2,7 milhões de barris frente à última semana, devido principalmente à queda nas temperaturas no país. No mesmo sentido, as reservas de derivados de petróleo recuaram 3,0 milhões de barris no período.

Os estoques de petróleo tiveram uma leva queda de 600 mil barris na passagem semanal, enquanto as reservas de gasolina diminuíram em 2,0 milhões de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias sofreu um acentuado recuo neste período, passando de 87,3% para 86,6%.

Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (14), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 09 de fevereiro.

Variação entre as duas últimas semanas

Em milhões de barris Semana atual Semana anterior Diferença
Óleo bruto 323.9 324.5 -0.2%
Gasolina 225.2 227.2 -0.9%
Derivados 133.3 136.3 -2.2%
Óleo para calefação 50.8 53.5 -5.0%

Comparação anual

Em milhões de barris Semana 09/02/2007 Semana 09/02/2006 Diferença
Óleo bruto 323.9 328.9 -1.5%
Gasolina 225.2 223.1 0.9%
Derivados 133.3 137.7 -3.2%
Óleo para calefação 50.8 57.0 -10.9%

Cotação reage com desvalorização em NY e Londres

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 56,74
nesta quarta-feira, leve baixa de 0,20% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo
dessa sessão, o petróleo acumula baixa de 0,82% neste mês de fevereiro.

Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 5,65%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em março de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 58,54 por barril, configurando uma baixa de 0,88% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.