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SÃO PAULO – O petróleo inicia a tarde desta quinta-feira (6) operando no campo negativo, pressionado por temores de que a crise fiscal grega se espalhe por outros países europeus e afete a demanda global por óleo bruto. Há pouco, o barril negociado em Londres registrava queda de 1,59%, cotado a US$ 81,3.
Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 5,93% neste mês de maio. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 4,47%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em junho de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 78,91 por barril, configurando uma baixa de 1,33% frente ao fechamento anterior.
Referências
Refletindo o clima de maior aversão ao risco trazido por novos temores relacionados à crise fiscal grega e sua repercussão em outros países europeus, o petróleo acumula desde o último dia 3 de maio desvalorização de aproximadamente 8%, atingindo nesta sessão o menor patamar em nove semanas.
A apreciação do dólar frente às principais divisas do globo também tem pressionado expressivamente as cotações da commodity. É válido notar que, por serem cotadas em dólares, as commodities ficam mais caras para os detentores de outras moedas quando a moeda norte-americana se valoriza.
Dentre as referências desta sessão, olhares atentos também aos indicadores norte-americanos. O Initial Claims somou 444 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, desempenho pior que o esperado. Já produtividade do trabalhador dos Estados Unidos surpreendeu pelo avanço maior que o esperado. O relatório, que mede a produção de uma pessoa no período de uma hora, registrou alta de 3,6%.
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Estoques
Contribuindo ainda mais para o clima de aversão ao risco, o relatório semanal com os estoques de petróleo das refinarias norte-americanas, divulgado na última sessão, indicou nova alta das reservas no período entre 23 e 30 de abril.
De acordo com o documento da IEA (International Energy Agency), foi contabilizada elevação de 2,8 milhões de barris, número que ultrapassa a alta de 1 milhão prevista por analistas.