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SÃO PAULO – As reservas norte-americanas de petróleo avançaram 1,1 milhão de barris na última semana. Em contrapartida, os estoques de óleo para calefação diminuíram 2,1 milhão de barris no período, devido principalmente à queda nas temperaturas no país.
Os estoques de derivados do óleo tiveram uma queda de 2,8 milhões de barris na passagem semanal, enquanto as reservas de gasolina diminuíram em 2,5 milhões de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias sofreu um leve recuo neste período, passando de 85,8% para 85,6%.
Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (14), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 09 de março.
Variação entre as duas últimas semanas
| Em milhões de barris | Semana atual | Semana anterior | Diferença |
| Óleo bruto | 325.3 | 324.2 | +0.3% |
| Gasolina | 213.9 | 216.4 | -1.2% |
| Derivados | 120.4 | 123.2 | -2.3% |
| Óleo para calefação | 41.3 | 43.4 | -4.8% |
Comparação anual
| Em milhões de barris | Semana 09/03/2007 | Semana 09/03/2006 | Diferença |
| Óleo bruto | 325.3 | 341.8 | -4.8% |
| Gasolina | 213.9 | 221.5 | -3.4% |
| Derivados | 120.4 | 131.1 | -8.2% |
| Óleo para calefação | 41.3 | 51.2 | -19.3% |
Cotação reage com leve valorização em NY e Londres
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 60,88
nesta quarta-feira, leve alta de 0,04% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo
dessa sessão, o petróleo acumula leve alta de 0,36% neste mês de março.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 1,23%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em abril de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 58,03 por barril, configurando uma alta de 0,17% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.