Petróleo opera em alta, apesar de avanço nos estoques dos EUA

Vale lembrar que reservas norte-americanas de derivados, óleo para calefação e gasolina diminuíram na passagem semanal

Publicidade

SÃO PAULO – As reservas norte-americanas de petróleo avançaram 4,0 milhões de barris na última semana. Em contrapartida, os estoques de gasolina diminuíram 3,4 milhões de barris no período.

Os estoques de derivados do óleo tiveram uma queda de 1,7 milhão de barris na passagem semanal, enquanto as reservas de óeo para calefação diminuíram em 300 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias apresentou um leve avanço neste período, passando de 85,6% para 86,3%.

Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (21), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 16 de março.

Variação entre as duas últimas semanas

Em milhões de barris Semana atual Semana anterior Diferença
Óleo bruto 329.3 325.3 +1.2%
Gasolina 210.5 213.9 -1.6%
Derivados 118.7 120.4 -1.4%
Óleo para calefação 41.0 41.3 -0.7%

Comparação anual

Em milhões de barris Semana 16/03/2007 Semana 16/03/2006 Diferença
Óleo bruto 329.3 342.0 -3.7%
Gasolina 210.5 217.8 -3.4%
Derivados 118.7 127.8 -7.1%
Óleo para calefação 41.0 49.3 -16.8%

Cotação reage com valorização em NY e Londres

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 60,19
nesta quarta-feira, leve alta de 0,16% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho positivo
dessa sessão, o petróleo acumula baixa de 0,77% neste mês de março.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 0,08%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em maio de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 59,75 por barril, configurando uma alta de 0,84% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Continua depois da publicidade

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.