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O preço do barril de petróleo sobe pelo terceiro dia consecutivo, diante da intensificação dos conflitos nos territórios palestinos. O agravamento da situação na região pode, na opinião de alguns analistas, acabar afetando a produção de petróleo do Oriente Médio, que é responsável por um terço da produção mundial.
Mercados futuros operam em alta
Depois de subir quase 3% nesta segunda-feira e fechar o dia cotado e US$ 19,71 por barril no mercado de Londres, o petróleo mantém sua tendência de alta e opera nesta terça-feira em valorização de 0,86% cotado a US$ 19,82 por barril. Nos mercados futuros, de Londres e New York o preço da commodity registrava alta nesta terça-feira.
Em Londres, o barril do tipo Brent subia cerca de 1,7% e está cotado a US$ 20,04, enquanto nos EUA o preço do barril estava cotado em US$ 20,50. Em 2001 o preço do barril de petróleo caiu mais de 17% e as altas das últimas semanas estão longe de recuperar estas perdas. Alguns analistas alertam para a possibilidade de uma recuperação do preço do petróleo, caso seja confirmada a informação de que os estoques da commodity aumentaram nos EUA, devido a um inverno mais brando do que o esperado no Nordeste do país. O anúncio deve ser feito no final do dia de hoje pelo Instituto de Petróleo Americano.
Expectativa é que Rússia aceite metas da OPEP
Outro fator que impulsiona a alta do petróleo é a expectativa do mercado de que a Rússia, maior produtora fora da zona da OPEP, poderia concordar com os cortes sugeridos pela organização na sua reunião de amanhã. Nesta quarta-feira (05/12), o primeiro ministro da Rússia, Mikhail Kasyanov, se reunirá com os produtores de petróleo para decidir sobre qual deve ser o corte de produção do país.
A OPEP planeja realizar um corte de 1,5 milhões de barris por dia, o que corresponde a uma queda de 6,5% na produção, possibilitando à organização estabelecer o preço entre US$ 22 e US$ 28 o barril. Para tentar obter sucesso, o grupo precisaria do apoio dos produtores independentes, que deveriam cortar sua produção em cerca de 500 mil barris.
Contudo, a Rússia tem dificultado o atingimento destas metas, anunciando intenção de cortar apenas 50 mil barris. No entanto, a expectativa é que amanhã seja anunciado um corte mais elevado da produção na faixa dos 150 – 200 mil barris. Outros produtos independentes, como Noruega, México, Angola e Oman já anunciaram decisão de aderir ao corte conjunto de produção se a Rússia concordar em participar do acordo.
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Mesmo que seja anunciada amanhã uma nova meta os cortes na produção só estão previstos para depois do dia 10 de dezembro, a Agência Internacional de Energia prevê que a demanda por petróleo deverá crescer em menor proporção nos próximos anos, o que justificaria a necessidade de apoio de outros países.