Petróleo ignora referências negativas dos EUA e sobe em Londres e Nova York

Perspectiva de corte da produção da Opep e desvalorização do dólar frente divisas de referência explicam parcialmente a alta

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SÃO PAULO – Mesmo com os dados do mercado de trabalho do país que mais consome petróleo no mundo preocupando os mercados, o barril da commodity encerrou a sexta-feira (6) com valorização expressiva tanto em Londres quanto em Nova York.

As razões para tanto estão nas crescentes perspectivas de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) deliberará por novo corte na produção de seus países membros em sua próxima reunião e na tendência de queda verificada pelo dólar – moeda na qual o barril da commodity é negociado – na maior parte do dia frente às principais divisas de referência, como o euro.

Divulgado pela manhã, o Employment Report trouxe novas referências pessimistas a respeito da economia norte-americana. Em fevereiro foram fechados 651 mil postos de trabalho, no décimo quarto mês consecutivo de perdas de vagas nos EUA. O resultado veio em linha com as projeções, ao contrário da taxa de desemprego, que ficou acima do esperado e atingiu seu maior marco em 25 anos.

Veja as cotações de fechamento

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 44,85
no pregão desta sexta-feira, alta de 2,77% em relação ao último fechamento.

O contrato com vencimento em abril de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 45,52 por barril, configurando uma alta de 4,38% frente ao fechamento anterior.