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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (22), após o Irã desafiar a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e a comunidade internacional ao negar o acesso a uma instalação militar nas proximidades de Teerã, onde existe uma suspeita de atividades relacionadas com um programa nuclear bélico. Já os indicadores econômicos da Europa e China causaram apreensão sobre as perspectivas para o crescimento global.
Uma missão especial de alta categoria da AIEA, liderada pelo inspetor-chefe, Herman Nackaerts, voltou nesta quarta para Viena sem realizar nenhum acordo com o governo iraniano, após dois dias de intensas negociações em Teerã. O fracasso da missão acontece em um momento de crescente tensão na disputa sobre o programa nuclear do Irã e as ameaças diretas e indiretas de Israel sobre um possível ataque aéreo contra as instalações atômicas do país.
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 123,19 no pregão desta quarta-feira, alta de 1,24% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em abril, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 106,28 por barril, configurando uma valorização de 0,40% frente ao fechamento anterior.
Agenda
No Velho Continente, o PMI (Purchasing Managers’ Index) caiu de 50,4 pontos no primeiro mês do ano para 49,7 neste mês, reforçando as preocupações com a economia da região.
Enquanto isso, na China, o índice PMI da produção industrial apontou avanço em fevereiro, ficando em 50,1 pontos, frente aos 47,6 registrados no mês anterior. Já o Manufacturing PMI, apesar de melhorar sobre o mês anterior, ao passar de 48,8 em janeiro para 49,7 pontod em fevereiro, continua a mostrar contração.
Já para a próxima quinta-feira os investidores aguardam os dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos. A projeção é que os estoques de petróleo do país aumentem em 1,35 milhões de barris, ou 0,4%, para 340,4 milhões na passagem semanal, indicou a média das estimativas de 10 analistas pesquisados pela agência de notícias norte-americana Bloomberg. Com esse acréscimo, os estoques irão atingir o nível mais alto desde o final de setembro do ano passado.