Petróleo fecha em sinais opostos, refletindo números dos EUA e crise grega

Óleo subiu em Londres, mas recuou em Nova York; PIB norte-americano desaponta, assim como auxílio-desemprego

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo terminaram essa quinta-feira (26) em sinais divergentes, avançando em Londres e recuando em Nova York, refletindo a agenda econômica norte-americana e o noticiário acerca da crise da dívida grega no continente europeu. 

Com isso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 115,05, alta de 0,10% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em julho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 100,23 por barril, configurando uma queda de 1,08% frente ao fechamento anterior.

Indicadores norte-americanos
A agenda econômica do dia contou com a divulgação da segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, que avançou 1,8% no primeiro trimestre de 2011, decepcionando o mercado, que projetava uma expansão de 2% na atividade do país. 

Já o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego realizados nos EUA, registrou um total de 424 mil novos pedidos até a última sexta-feira (20), superando as projeções do mercado que giravam em torno de 400 mil solicitações. 

Esses números ruins da economia norte-americana prejudicam o sentimento da demanda pelo óleo, dependente de um forte ritmo na maior economia mundial, que também é a segunda maior consumidora da commodity, atrás apenas da China. 

Crise fiscal e sucessão de Strauss-Kahn
O contexto da crise fiscal também influenciou a cotação do petróleo, tendo em vista que o FMI (Fundo Monetário Internacional) poderá deixar de liberar sua parte no pacote de ajuda financeira à Grécia no próximo mês, atualmente estimada em € 3,3 bilhões, de acordo com o Jean-Claude Juncker, presidente do grupo de ministros de finanças da Zona do Euro. O total de ajuda para o país europeu era de € 12 bilhões. 

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Ademais, as especulações de quem será o sucessor de Dominique Strauss-Kahn no cargo de diretor do FMI continuam no foco. Na data, a ministra de Finanças francesa Christine Lagarde – que já oficializou sua candidatura – anunciou sua pretensão visitar Brasil, China e Índia para conseguir o apoio dos emergentes.