Petróleo fecha em queda, mesmo diante dos protestos no Oriente Médio

Mercado teme pelo Canal de Suez, que pode ter atividade interrompida por rumores de guerra entre Irã e Síria

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SÃO PAULO – Mesmo com os novos protestos no Oriente Médio, os principais contratos futuros de petróleo encerraram esta sexta-feira (18) em leve baixa, em movimento de realização após forte valorização acompanhada nos últimos dias.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 102,52 no pregão desta sexta-feira, leve baixa de 0,07% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em março, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 86,20 por barril, configurando uma baixa de 0,19% frente ao fechamento anterior.

Protestos se intensificam 
Uma onda de protestos no Bahrein já deixou ao menos cinco mortos e levou militares a tomarem controle da capital, Manama, banindo novas manifestações. Na capital, manifestantes clamam pela queda do governo. O temor é que as manifestações na cidade tenham consequências ainda mais devastadoras no Oriente Médio, sendo que as tensões já começaram a se espalhar por países como a Líbia.

Seguindo os protestos nos demais países, a revolta tomou conta da Líbia. Milhares de líbios saíram às ruas para demonstrar a insatisfação com o atual regime de governo. Como consequência, 20 pessoas foram mortas durante a manifestação.

Canal de Suez
Além disso, as preocupações aumentaram quando o Egito aprovou o pedido iraniano de mandar dois navios de guerra pelo Canal de Suez até a Síria, plano que o ministro israelita, Avigdor Lieberman, considerou como ” provocação”. 

A preocupação é grande, pois 2,5% da produção global de petróleo atravessa o Egito via Canal de Suez e qualquer sinal ou temor de guerra poderia interromper a atividade no local, prejudicando o fornecimento da commodity a demais mercados. 

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Ásia
As atenções também se voltaram para a Ásia. O PBoC (Banco Popular da China) anunciou um novo aumento de 0,50 ponto percentual sobre as exigências de reservas de capital dos bancos. A medida visa combater a pressão inflacionária na economia chinesa.

Segundo o comunicado divulgado pela autoridade monetária da China, essa elevação entrará em vigor a partir do próximo dia 24. Essa é mais uma medida de aperto monetário na economia chinesa, que no contexto de combate a inflação, promoveu no último dia 8 um aumento de 0,25 ponto percentual no juro básico, além de outros aumentos nas exigências de reservas meses anteriores.

Em seu discurso no G-20, Ben Bernanke, presidente do Fed, reprovou a política cambial chinesa, frustrando de certa forma o mercado, que esperava maior ênfase na economia norte-americana. No discurso, Bernanke deixou o assunto em segundo plano.