Petróleo fecha em queda, mas tem valorização de quase 2% na semana

Os participantes do mercado petrolífero vão observar, na próxima semana, as projeções de demanda da Opep e da AIE

Estadão Conteúdo

Exploração de petróleo em Triguères, na França - 14/06/2024 (Foto: Benoit Tessier/Reuters)
Exploração de petróleo em Triguères, na França - 14/06/2024 (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (5), em aparente realização de lucros após uma semana marcada por ganhos sólidos. Investidores repercutiram o relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, que apontou sinais divergentes sobre a saúde do mercado de trabalho americano.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para agosto encerrou a sessão em baixa de 0,86% (ou US$ 0,72), a US$ 83,16 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para setembro perdeu 1,02% (ou US$ 0,89), a US$ 86,54. Os contratos tiveram ganhos semanais de 1,99% e 1,81%, respectivamente.

A maior economia do planeta criou 206 mil empregos em junho, um pouco acima da mediana de expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. No entanto, a taxa de desemprego teve inesperado aumento a 4,1%.

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Com esse pano de fundo, o petróleo avançava durante a manhã, mas inverteu sinal e terminou o dia no vermelho. Para o Commerzbank, os participantes do mercado petrolífero vão observar, na próxima semana, as projeções de demanda da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE).

Dados da balança comercial da China também ficarão em foco, principalmente após a decepção nos números de importações em abril e maio.

“Se não houver recuperação em junho, num contexto de margens baixas no processamento de petróleo bruto, isso provavelmente prejudicará o preço do petróleo”, avalia o banco alemão.