Petróleo fecha em queda com dólar forte, mas sobe na semana de olho em tensões no Irã

Os barris do WTI e do Brent fecharam em queda nesta sexta-feira diante da perspectiva de juros elevados pelo Fed, mas acumularam ganhos semanais sustentados pelas incertezas no Oriente Médio

Estadão Conteúdo

Ilustração mostra barris de petróleo impressos em 3D na frente de gráfico - 02/03/2026 ( REUTERS/Dado Ruvic/Illustration)
Ilustração mostra barris de petróleo impressos em 3D na frente de gráfico - 02/03/2026 ( REUTERS/Dado Ruvic/Illustration)

Publicidade

O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 5, pressionado principalmente pelo forte avanço do dólar no exterior e sentimento de aversão a risco, após o payroll dos EUA reforçar expectativas de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed). No entanto, o contexto de tensões e incertezas persistentes no Oriente Médio apoiaram ganhos semanais da commodity.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 2,69% (US$ 2,50), a US$ 90,54. O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 2,04% (US$ 1,94), a US$ 93,09 por barril. Contudo, na semana, os barris subiram 3,64% e 2,16%, respectivamente.

Os preços da petróleo já operavam em leve queda desde a madrugada, conforme investidores ponderavam se a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano poderia ser interpretada como esperança para acordo de paz também entre EUA e Irã.

As perdas se intensificaram depois que o principal relatório de empregos americano veio mais forte do que o esperado, ampliando percepção de que o Fed deverá aumentar juros, ao invés de cortá-los, até o fim deste ano, segundo a High Frequency Economics (HFE). Uma postura monetária mais rígida tende a pesar sobre atividade econômica e demanda, enquanto um dólar mais forte reduz atratividade de commodities para detentores de outras moedas.

Assim, investidores de energia pareceram colocar em segundo plano neste pregão as novas ameaças de Teerã. O conselheiro militar do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, Mohsen Rezaei, ameaçou expandir a guerra para outras frentes ainda não exploradas, caso não alcance um acordo com os Estados Unidos.

Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, o mercado não está vendo uma escalada entre as partes, “mesmo que não tenhamos um acordo”.

Continua depois da publicidade