Petróleo fecha em queda, apesar da redução nos estoques da commodity

Mercado refletiu também ação dos BCs internacionais, enquanto discurso do presidente do BCE alertou para econômica da Europa

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira (5). Embora os estoques de petróleo dos Estados Unidos tenham registrado a maior queda desde dezembro, o discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, não animou o mercado. 

Após cortar a taxa de juro da Zona do Euro para 0,75% ao ano, Draghi disse que a medida veio em reflexo da deterioração da atividade econômica da região, num cenário em que as ameaças de inflação estão contidas. Outro país que adotou a mesma postura de estímulo à economia foi a China, que reduziu o juros para evitar uma desaceleração maior do país em 2012. 

Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 100,07 no pregão desta quinta-feira, ficando 0,24% abaixo do último fechamento. Já o contrato com vencimento em agosto, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 87,22 por barril, o que representa queda de 0,44% em relação a última quarta-feira (4). 

Agenda econômica
Além dos estoques de petróleo nos EUA, que caíram 1,1% na passagem semanal, os investidores também repercutiram os números do mercado de trabalho do país, que vieram acima das expectativas dos analistas. O Initial Claims mostrou que na passagem semanal foram registrados 374 mil novas solicitações de pedidos de auxílio-desemprego 374 mil, enquanto o ADP Employment Report de junho indicou a adição de 179 mil novos empregos pelo setor privado nos Estados Unidos, frente expectativa de criação de 105 mil postos de trabalho.

Na contramão, o setor de serviços nos EUA marcou desempenho inferior ao esperado pelo mercado no mês de junho, com o ISM Services chegando aos 52,1 pontos, frente às projeções de 53 pontos dos analistas.