Petróleo fecha em alta refletindo reunião da Opep e queda do dólar

Organização deverá aumentar a produção, enquanto norte da África e Oriente Médio se encontram em conflito

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo terminaram essa terça-feira (7) em alta – tanto em Londres quanto em Nova York – refletindo a queda do dólar frente as principais divisas mundiais, como o euro e o iene, e a expectativa pela reunião da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) na quarta-feira (8). 

Com isso, cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 116,78 no pregão desta terça-feira, alta de 0,81% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em julho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 99,30 por barril, configurando um avanço de 0,29% frente ao fechamento anterior. 

Nessa data, o dólar registrou queda em relação aos seus principais pares, como euro, libra esterlina, iene, dólar canadenses e australianos. A exceção ficou por conta dos francos suíços, contra quem a moeda norte-americana apresentou alta. 

Uma desvalorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de alta sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar sua exposição neste mercado. 

Reunião da Opep e conflitos no mundo islâmico
A Opep deverá se reunir em Viena, capital austríaca, com a discussão de elevação das cotas dos países membros em pauta, encabeçada pela Arábia Saudita, que deseja um aumento formal da cota. 

O país da península arábica pretende aumentar sua produção em 500 mil barris por dia em junho, sua maior produção em três anos e conta com o apoio do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos, além de que a Angola poderia aumentar sua produção “caso necessário”. 

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Já os conflitos e protestos no note da África e Oriente Médio continuam, com o bombardeio – por tropas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) – de Trípoli, capital da Líbia. Além disso, pressões na Síria e no Iêmen continuaram, conforme a população continua insatisfeita com seus governantes.