Petróleo fecha em alta de mais de 3%, com riscos no abastecimento e compromisso da Opep+ com mercado

Após um começo de dia negativo, o petróleo virou e passou a subir após notícias que as operações no campo de petróleo El Shahara foram interrompidas

Estadão Conteúdo

Refinaria de petróleo PCK Schwedt em Schwedt, Alemanha (Krisztian Bocsi/Bloomberg)

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Os contratos mais líquidos de petróleo fecharam em alta, ganhando fôlego pela manhã após notícias de interrupções em operações na Líbia em meio a manifestações e após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) reafirmar compromisso pela estabilidade do mercado.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro de 2024 o fechou em alta de 3,30% (US$ 2,32), a US$ 72,70 o barril, enquanto o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 3,11% (US$ 2,36), a US$ 78,25 o barril.

Após um começo de dia negativo, o petróleo virou e passou a subir após notícias que as operações no campo de petróleo El Shahara, um dos maiores e mais importantes campos petrolíferos da Líbia, foram interrompidas, segundo o Libya Al-Ahrar.

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A Oanda também menciona novos ataques no Mar Vermelho como impulsionador do preço da commodity, além das interrupções da Líbia. Entretanto, alerta que caso não sejam intensificados, não apresentam riscos ascendentes para o preço do petróleo. “O Brent e o WTI estão sendo negociados em torno destes níveis baixos porque o mercado está bem abastecido e surgiram fissuras na aliança Opep+, criando incerteza em torno dos seus cortes na produção”.

Entretanto, hoje a Opep+ emitiu comunicado reforçando seu compromisso com a unidade e a estabilidade do mercado, em alusão à saída da Angola do cartel. O texto também ressalta esforços do grupo para a economia global para a superação de desafios, como a pandemia da covid-19.

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