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SÃO PAULO – Surpreendidos com a redução nos estoques norte-americanos de petróleo, os investidores se mostraram mais otimistas nesta quarta-feira (14), levando a uma alta nas cotações do produto. A commodity também recebeu suporte do avanço dos índices acionários norte-americanos durante o dia, com destaque para o S&P 500, que atingiu seu mais alto patamar desde setembro de 2008, época da eclosão da crise financeira.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 86,90, com alta de 2,54% em relação ao último fechamento. Enquanto isso, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York, com vencimento em maio, fechou cotado a US$ 85,84 por barril, avançando 2,14% frente ao fechamento anterior.
Estoques
Após 10 semanas consecutivas de avanços, os estoques de petróleo dos EUA voltaram a cair, terminando a última semana na marca de 354,0 milhões de barris. Entre as semanas terminadas em 2 e 9 de abril, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 2,2 milhões de barris, surpreendendo os analistas, que esperavam alta de 1,3 milhão de barris, conforme levantamento da agência Bloomberg.
No mesmo sentido, os estoques de gasolina também recuaram em 1,1 milhão de barris na última semana. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 85,6% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 84,5%.
Indicadores
Os mercados também receberam com otimismo o último número do Retail Sales, que subiu 1,6% durante o mês de março, conforme estudo publicado pelo Departamento de Comércio dos EUA nesta quarta-feira. O indicador veio acima das expectativas dos analistas, que esperavam uma alta de 1,2% no período. Vale lembrar que, durante o mês de fevereiro, a referência ficara positiva em 0,5%, segundo os dados revisados.
Paralelamente, O CPI (Consumer Price Index), índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou variação de 0,1% em março, ficando em linha com as expectativas. O Livro Bege do Fed também não surpreendeu, afirmando novamente que o nível de atividade econômica norte-americana segue em recuperação modesta.
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Bernanke
Em outra notícia, o presidente do Fed, Ben Bernanke disse, em discurso ao Congresso norte-americano que a expansão da economia dos EUA vai continuar moderada, em função do fraco gasto com construção e alto desemprego. Ele também reiterou a intenção da autoridade monetária de manter os juros básicas nos atuais patamares por um longo período de tempo.
“Os dados recentes mostram que o aumento na demanda privada será suficiente para promover uma recuperação moderada na economia nos próximos trimestres”, afirmou, completando que ainda há restrições significativas a uma recuperação mais acelerada, incluindo fraquezas na construção residencial e não residencial e a situação fiscal deteriorada em âmbito estadual e local.