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SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou alta menor do que a esperada na última semana, conforme informado pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA), em relatório divulgado nesta quarta-feira (10).
Entre as semanas terminadas em 28 de novembro e 5 de dezembro, o nível dos estoques de óleo bruto no país aumentou em 400 mil barris, abaixo das projeções do mercado, que giravam em torno de alta de 1,3 milhão de barris. Com esse resultado, o indicador volta a medir aumento após o recuo registrado na medição anterior.
No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina no país também mostrou alta, de 3,8 milhões de barris. Ainda segundo o relatório divulgado, as refinarias norte-americanas operaram com 87,4% de sua capacidade operacional total, acima dos 84,3% registrado na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 5/12/2008 | Semana até 28/11/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 320,8 | 320,4 | +0,4 |
| Gasolina | 202,7 | 198,9 | +3,8 |
| Derivados | 130,6 | 125,0 | +5,6 |
| Óleo para calefação | 41,3 | 39,6 | +1,7 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 5/12/2008 | Semana até 5/12/2007 | Variação |
| Óleo bruto | 320,8 | 297,8 | +23 |
| Gasolina | 202,7 | 206,5 | -3,8 |
| Derivados | 130,6 | 134,7 | -4,1 |
| Óleo para calefação | 41,3 | 43,7 | -2,4 |
Petróleo registra alta
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 42,86 nesta quarta-feira, forte alta de 3,20% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 17,15% neste mês de dezembro. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 54,35%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em janeiro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 44,29 por barril, configurando uma alta de 5,28% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.