Petróleo: estoques dos EUA crescem mais que previsto e preço opera sem tendência

Reservas de óleo bruto cresceram 7,3 milhões de barris, enquanto projeções eram de expansão de 1 milhão de barris

Publicidade

SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo nos EUA cresceu de forma expressiva na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) em relatório divulgado nesta quarta-feira (26).

Entre as semanas terminadas em 14 e 21 de novembro, o nível dos estoques de óleo bruto no país aumentou em 7,3 milhões de barris, o nono aumento semanal consecutivo mensurado pelo indicador. As projeções do mercado giravam em torno de uma alta de 1 milhão de barris.

Por sua vez, o nível dos estoques de gasolina no país subiu 1,9 milhão de barris. Ainda segundo o relatório divulgado, as refinarias norte-americanas operaram com 86,2% de sua capacidade operacional total, acima dos 84,9% registrados na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 21/11/2008 Semana até 14/11/2008 Variação
Óleo bruto 320,8 313,5 +7,3
Gasolina 200,5 198,6 +1,9
Derivados 126,7 126,9 -0,2
Óleo para calefação 41,7 42,1 -0,4

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 21/11/2008 Semana até 21/11/2007 Variação
Óleo bruto 320,8 302,1 +18,7
Gasolina 200,5 202,7 -2,2
Derivados 126,7 134,7 -8,0
Óleo para calefação 41,7 45,2 -3,5

Barril sobe em NY, cai em Londres

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 49,33
nesta quarta-feira, baixa de 2,03% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 20,35% neste mês de novembro.

Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 47,46%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em dezembro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 52,11 por barril, configurando uma alta de 2,64% frente ao fechamento anterior.

Continua depois da publicidade

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.