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SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3, PETR4) anuncia seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano nesta sexta-feira (14), após o fechamento dos mercados. E assim como pôde ser visto nos três primeiros meses de 2009, a expectativa dos analistas é de que o lucro da estatal sofra forte queda na base de comparação anual.
Para os demais indicadores operacionais, as projeções também são negativas. “Com relação ao segundo trimestre de 2008, esperamos uma queda no Ebitda – geração operacional de caixa – em função da redução do preço do petróleo e dos derivados no período”, prevê a equipe da Ágora Corretora.
Vale lembrar que, ao final de junho do ano passado, o barril de petróleo era negociado em torno de US$ 140, próximo da maior cotação já registrada pela commodity. Já no segundo trimestre deste ano, o preço do produto registrou forte volatilidade, ficando entre US$ 45,00 e US$ 70,00, valor bem abaixo do registrado em 2008.
Não obstante, também preocupam os analistas os impactos negativos da depreciação do dólar frente ao real. “Pelo lado do resultado financeiro, haverá forte impacto negativo por conta da taxa cambial, decorrente do fato de que a Petrobras é credora em moeda estrangeira no valor líquido de R$ 12,7 bilhões”, explicam os especialistas do BB Investimentos.
Confira as projeções para o trimestre
| (em R$ milhões) | Projeção 2T09* | 2T08 | Variação (%) |
| Receita Líquida | 46.726 | 54.569 | -14,3% |
| Ebitda** | 15.576 | 18.131 | -14,0% |
| Lucro Líquido | 5.782 | 8.783 | -34,1% |
*Projeção média dos analistas de Ágora, BB Investimentos, Bradesco e Citigroup
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização
Do lado positivo, o BB acredita que as margens operacionais da companhia apresentarão novo crescimento, a exemplo do trimestre passado, “não obstante o reajuste nos preços do diesel e da gasolina, tendo em vista a realização de estoques formados com preços mais baixos, bem como a redução das importações de óleo e derivados”.
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Resultado melhor em relação ao 1º trimestre
Já na comparação com os números do trimestre anterior, as estimativas apontam para uma melhora no resultado da estatal. “Nossas previsões apontam para um crescimento de 11,4% da receita líquida em comparação ao primeiro trimestre, dado o crescimento nas vendas domésticas de derivados e no volume de óleo exportado no período”, afirmam os analistas da Bradesco Corretora.
No mesmo sentido, a equipe do Citigroup prevê avanço da receita líquida e do Ebitda em relação aos números do primeiro trimestre do ano, graças à retomada das cotações do petróleo nesta base de comparação, além das fortes margens de refino e do pequeno aumento da produção. “Contudo, o lucro deve cair devido à apreciação cambial e outros resultados não-operacionais”, ressalta a instituição.
O BB Investimentos, por sua vez, estima um aumento de 9,7% no faturamento líquido no comparativo com os três primeiros meses do ano, em razão dos impactos da valorização do petróleo nas vendas externas, bem como na comercialização dos produtos que possuem parametrização com as cotações internacionais – como a nafta e o querosene de aviação – no mercado doméstico.
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Recomendações
Feitas as considerações, os analistas aproveitam para reforçar a recomendação de compra aos papéis preferenciais da petrolífera, ao contrário das sugestões às ações ordinárias e aos ADRs (American Depositary Receipts) da empresa. Confira abaixo as projeções das quatro instituições aos ativos da Petrobras:
| PETR4 | Recomendação | Preço-alvo |
| Ágora | Compra | R$ 39,00 |
| BB | Compra | R$ 45,00 |
| Bradesco | Market-perform | R$ 37,30 |
| PETR3 | Recomendação | Preço-alvo |
| BB | Manutenção | R$ 52,70 |
| Citi | Manutenção | R$ 45,00 |
| ADRs | Recomendação | Preço-alvo |
| Bradesco | Market-perform | US$ 40,00 |