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SÃO PAULO – Seguindo as tendências baixistas da semana, os contratos futuros de petróleo fecharam esta quinta-feira (5) em queda, corrigindo parte da alta acumulada nos últimos meses em decorrência dos conflitos geopolíticos no mundo árabe. Dados da economia norte-americana pesaram desfavoravelmente para a commodity.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 111,35 no pregão desta quinta-feira, queda de 8,1% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em junho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 99,80 por barril, configurando uma forte baixa de 8,6% frente ao fechamento anterior. Tanto o contrato negociado no mercado londrino quanto aquele negociado em NY atingiram seus menores níveis desde 16 de março.
Outras commodities também sofreram perdas na sessão. Os contratos futuros de gás natural para junho tiveram baixa de 6,9% nesta quinta-feira.
Dólar
O dólar conseguiu se recuperar e avançou na sessão frente às principais divisas internacionais, contendo a atratividade dos investimentos na commoditiy, o que também foi um dos fatores responsáveis pela forte queda diária. O ganho do dólar frente ao euro foi de 1,9%.
Após reunião do Banco Central Europeu, o mercado vê uma menor probabilidade de nova alta de juros na zona do euro no curto prazo, o que engatilhou uma correção também no mercado de câmbio. O presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, afirmou que os riscos de inflação na zona do euro serão observados atentamente, sinalizando que o BCE poderá esperar até junho para aumentar os juros.
Economia americana
O número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana foi pior do que as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 474 mil novos pedidos na semana até 30 de abril, frente às projeções de analistas que giravam em torno de 400 mil solicitações. Além disso, o indicador mostrou avanço frente ao número registrado na semana anterior, quando ocorreram 431 mil demandas, conforme os dados revisados.
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Na véspera, o ADP Employment já havia decepcionado ao mostrar um fraco número de criação de vagas de emprego no setor privado da maior economia do mundo. Estes dois indicadores deixam o mercado bastante apreensivo com a publicação do Relatório de Emprego referente ao mês de abril, na próxima sexta-feira, e colocam em dúvida a força da demanda norte-americana pela commodity.
Soma-se a isso os sinais de que a demanda norte-americana por óleo está se contraindo, conformo indicado pelo relatório de estoques de petróleo, o que acaba exercendo pressão de baixa no mercado da commodity.