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SÃO PAULO – As cotações do petróleo despencam no começo da tarde desta quinta-feira (1), fortemente impactadas pela perspectiva de redução do ritmo de crescimento econômico e, por consequente, da demanda pela matéria-prima. Há pouco, o barril de óleo bruto era negociado a US$ 71,15 em Londres, com desvalorização de 3,81%.
Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 3,94% neste mês de julho. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 7,27%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em agosto de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 72,25 por barril, configurando uma baixa de 4,47% frente ao fechamento anterior.
Demanda em risco
Indicadores ruins nos Estados Unidos e na China, primeiro e segundo maior mercados consumidores de petróleo no globo, respectivamente, motivam investidores a fugir do investimento na commodity diante da perspectiva de demanda menor por óleo bruto nestes países.
No gigante asiático, a indústria postou uma expansão menos vigorosa que a esperada por analistas no mês de junho. O índice PMI (Purchasing Managers’ Index) ampliou temores acerca da manutenção do crescimento econômico do país ao cair de 53,9 pontos em maio para 52,1 pontos em junho.
Já nos Estados Unidos, assim como aconteceu na véspera, nesta sessão o mercado de trabalho volta a preocupar investidores e provoca questionamentos sobre a real recuperação da economia do país.O Initial Claims registrou um total de 472 mil novos pedidos na semana passada, desempenho pior que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 458 mil, e também acima das 459 mil solicitações contabilizadas na medição anterior.
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Ainda por lá, atenção para o nível da atividade industrial, que ficou abaixo do esperado no mês passado. O ISM Index atingiu 56,2 pontos no período, enquanto analistas esperavam algo em torno de 59,0 pontos no mês.
Estoques
Na véspera, o relatório semanal da AIE (Agência Internacional de Energia) mostrou um recuo surpreendente dos estoques de petróleo das refinarias norte-americanas. Na semana passada, as reservas caíram em 2 milhões de barris, superando as projeções, que apontavam queda de 1 milhão de barris.
Diferente do que costuma acontecer, nem mesmo resquícios dos dados positivos divulgados na última quarta-feira (30) são suficientes para refrear a queda das cotações do petróleo nesta sessão.