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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam com sinais opostos nesta segunda-feira (25), com os investidores menos confiantes de que a reunião de cúpula da União Europeia possa trazer soluções para a crise da dívida do bloco de moeda única, enquanto é reforçado o coro de que se a reunião fracassar pode representar o fim do euro.
Além disso, os investidores acompanhararam as notícias sobre as interrupções modestas de produção no Golfo do México – devido à tempestado tropical Debby – e Noruega – em virtude das greves em campos de petróleo.
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 91,01 no pregão desta segunda-feira, ficando 0,13% acima do último fechamento. Já o contrato com vencimento em julho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 79,21 por barril, o que configura uma baixa de 0,69% em relação ao fechamento anterior.
Zona do Euro em foco
Os líderes europeus se preparam para um encontro em Bruxelas, entre os dias 28 e 29 de junho, porém o megainvestidor George Soros acredita que o insucesso do evento pode representar riscos desastrosos, porque a Europa está ficando sem tempo para mostrar aos investidores que fará o que for necessário para salvar o euro.
Além disso, conforme era esperado pelo mercado, a Espanha solicitou formalmente ao Eurogrupo um auxílio financeiro para o sistema bancário, segundo informou o ministro da Economia do país, Luis de Guindos, em comunicado. No mesmo dia, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating de 28 bancos espanhóis, incluindo o Santander.
No embalo, o Chipre formalizou pedido de resgate aos parceiros da Zona do Euro, se tornando o quinto país do continente a precisar de ajuda. O país faz parte da zona de influência grega e o resgate deve servir para contornar os efeitos desta dependência.