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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam com sinais opostos nesta sexta-feira (17). Enquanto os preços da commodity de Londres interromperam uma sequência de quatro altas, a cotação de Nova York atingiu a maior valorização semanal de 2012 e a maior cotação desde maio de 2010. Os investidores estiveram atentos aos dados econômicos dos Estados Unidos e aos anúncios vindos da Zona do Euro, que trouxeram otimismo sobre a liberação do segundo pacote de resgate financeiro à Grécia.
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 119,59 no pregão desta sexta-feira, leve baixa de 0,57% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em março, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 103,24 por barril, configurando uma alta de 0,91% frente ao fechamento anterior.
Zona do Euro no radar
O mercado se animou após autoridades europeias declararem que o acordo de resgate ao governo grego deve ser selado na próxima segunda-feira (20). De acordo com comunicado oficial italiano, o chefe do governo do país, Mario Monti, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, confiam na possibilidade de se chegar a um acordo na Zona do Euro sobre a Grécia.
Os ministros de Finanças da Zona do Euro estarão estarão reunidos na segunda-feira em Bruxelas para examinar se estão concluídas as condições para um novo lote de ajuda à Grécia, que inclui um plano de resgate público de € 130 bilhões e um perdão parcial da dívida em mãos dos credores privados, de 100 bilhões.
Agenda norte-americana
O CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor norte-americano, apresentou alta de 0,2% em janeiro, frente às expectativas do mercado de avanço de 0,3%. Já o Core CPI, que exclui alimentos e energia, que têm valores considerados mais voláteis, terminou o mesmo período 0,2% maior, contra uma projeção de 0,1%.
O resultado do Leading Indicators, compilado dos mais importantes índices econômicos dos Estados Unidos, apresentou alta de 0,4% em janeiro, resultado próximo das projeções do mercado, que esperava um avanço de 0,5%.