Petróleo cai pela primeira vez na semana com dados desfavoráveis da economia

Pressão por ajuste se une a indicadores ruins da economia dos Estados Unidos, maior consumidor mundial do produto

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SÃO PAULO – As cotações do barril de petróleo registraram queda nesta quinta-feira (21), após sinais negativos da economia dos Estados Unidos, maior consumidor mundial do produto, além da pressão por ajuste à valorização acumulada pela commodity ao longo da semana.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 59,93 no pregão desta quarta-feira, com queda de 1,08% em relação ao último fechamento.

Por sua vez, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York fechou cotado a US$ 61,05 por barril, configurando retração de 1,59% frente ao fechamento anterior.

Economia preocupa

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Divulgada na última quarta-feira, a ata da última reunião do Fed ainda exerceu influência sobre as cotações no dia, haja vista que o documento reforçou a preocupação do colegiado com a atual situação da economia norte-americana.

Outro fator que sugeriu maior cautela com a economia foi o acréscimo acima do esperado no número de pedidos por auxílio-desemprego nos EUA. Divulgado nesta quinta-feira, o Initial Claims referente à última semana registrou um total de 631 mil novos pedidos, número superior às estimativas de analistas, que giram em torno de 625 mil.

Rating do Reino Unido

Paralelamente, a agência de classificação de risco Standard and Poor’s reduziu sua perspectiva para o rating do Reino Unido para negativa, tanto para o patamar ‘AAA’ no longo prazo quanto o ‘A-1+’ no horizonte de curto prazo. Segundo a S&P, “a dívida líquida do governo poderá chegar a 100% do PIB (Produto Interno Bruto) e permanecer neste nível no médio prazo”, o que levou à revisão.