Petróleo cai, com temores em relação à demanda e apreciação do dólar

Medidas para reduzir déficits de países europeus deve diminuir ritmo de crescimento e impactar na procura por óleo bruto

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SÃO PAULO – O petróleo inicia a tarde desta quinta-feira (13) em queda, desfavorecido pela apreciação do dólar frente às principais divisas do globo, bem como por temores relacionados à demanda. Há pouco, o barril negociado em Londres sofria deságio de 0,8%, cotado a US$ 80,55.

Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 6,80% neste mês de maio. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 3,50%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em junho de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 74,45 por barril, configurando uma baixa de 1,59% frente ao fechamento anterior.

Demanda preocupa
Em foco mais uma vez, a economia europeia volta a ser motivo de preocupação nos principais mercados financeiros nesta sessão, diante dos sinais de que as medidas promovidas por países da região para diminuir seus déficits fiscais devem refrear o crescimento econômico no continente.

A perspectiva de diminuição ritmo da atividade da economia provoca reflexos negativos no preço do petróleo, pois sugere que a demanda pela matéria prima deva cair nestas com condições.

Somado a isso, indicadores econômicos na agenda do Estados Unidos, maior consumidor de petróleo no mundo também são motivo de preocupação. O Initial Claims registrou um total de 444 mil novos pedidos na semana passada, desempenho pior que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 440 mil.

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Em cenário de maior aversão ao risco, o dólar norte-americano ganha força no confronto com as principais divisas do globo e torna o investimento em commodity ainda menos atrativo diante da inflação dos preços do barril de óleo bruto.

Estoques
Na última sessão, a IEA (International Energy Agency) revelou nova alta dos estoques de petróleo das refinarias norte-americanas. A alta de 1,9 milhões de barris sinaliza diminuição da demanda, bem como a diminuição do ritmo de processamento das refinarias também sugere menor procura pela commodity.