Petróleo cai com temores de menor consumo da China e redução de projeção da EIA

Governo chinês volta a apoiar medidas para conter excesso de liquidez no país; EIA corta projeção para demanda em 2010

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (12), conforme uma medida do governo chinês para tentar reduzir a liquidez do país deixou investidores preocupados com as perspectivas para a demanda do produto. Em complemento, o mercado também repercutiu novas projeções da EIA (Energy Information Administration).

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 79,30 na sessão, queda de 1,98% em relação ao último fechamento. Por lá, as negociações ocorreram somente no sistema eletrônico. Em Nova York, o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez, registrou recuo de 2,09%, terminando a sessão cotado a US$ 80,79.

China
A China anunciou nesta terça-feira, pela primeira vez desde 2008, uma medida para aumento das reservas bancárias. A porcentagem dos depósitos que os bancos do país devem manter em reserva foi acrescida em 0,5 ponto percentual.

A medida do governo do segundo maior consumidor de petróleo do mundo sinaliza uma tentativa de conter a liquidez excessiva no país, podendo vitimar parte de seu crescimento econômico, afetando a demanda pela commodity.

EIA
Paralelamente, a EIA (Energy Information Administration) divulgou durante o dia um relatório com suas projeções para o mercado de petróleo em 2010 e 2011. Segundo o órgão, os preços do óleo bruto apresentarão uma média de US$ 80 e US$ 84 por barril neste e no próximo, respectivamente.

Os analistas também reduziram a projeção para a demanda global por petróleo em 2010 em 20 mil barris por dia, deixando a meta para o consumo em 1,1 milhão de barris diários.

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Opep
Por fim, o ministro de petróleo do Kuwait, Sheikh Ahmad al-Abdullah al-Sabah, disse nesta terça-feira que os atuais preços do produto são “fantásticos” e que a demanda está aumentando. “A próxima reunião será igual”, afirmou, em referência ao cronograma de encontros dos membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).