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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (11). As preocupações dos investidores com a crise da dívida da Zona do Euro e a alta dos estoques de petróleo nos Estados Unidos conseguiram inverter a tendência de alta dos preços vista nesta manhã, com o mercado apreensivo sobre a oferta da commodity diante das tensões entre o Irã e o ocidente.
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos avançaram em 5 milhões de barris na passagem semanal, ficando cinco vezes acima das projeções dos analistas consultados pela Bloomberg. Esse movimento pode ser explicado pelas tensões políticas no Oriente Médio, que impulsionaram a alta das cotações da commodity, reduzindo sua procura. No mesmo período, os estoques de gasolina subiram em 3,6 milhões de barris, ou 1,6%, para 223,8 milhões de barris.
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 112,64 no pregão desta quarta-feira, leve baixa de 0,38% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 100,87 por barril, configurando uma baixa de 1,34% frente ao fechamento anterior.
Intensificando os temores com a Zona do Euro, a Alemanha reportou nesta data que o PIB (Produto Interno Bruto) do país contraiu cerca de 0,25% no quarto trimestre de 2011 em relação aos três meses anteriores. Contudo, a economia registrou avanço de 3% em 2011, segundo informações do Departamento Federal de Estatísticas.
Tensões no Irã
Os preços da commodity ganharam força nesta manhã após a morte de um cientista nuclear iraniano num atentado bomba em Teerã, que contribuiu para retornar as preocupações dos investidores com oferta de petróleo na região. O país atribuiu o crime a Israel e Estados Unidos, países mais empenhados em conter o programa nuclear iraniano.
A notícia veio em um momento em que os Estados Unidos intensificaram os esforços diplomáticos contra o Irã. O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, pediu nesta quarta ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que reduza significativamente as importações de petróleo iraniano. A medida pretende reduzir as vendas iranianas em grandes mercados de países da União Europeia e da Ásia, como a própria China, Japão, Coreia do Sul e Índia.