Petróleo cai, acompanhando alta do dólar e piora do humor nos EUA

Aversão ao risco aumenta e pressiona ativos de risco; dólar sobe frente ao euro, reduzindo atratividade da commodity

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SÃO PAULO – Os contratos futuros de petróleo negociados em Londres e Nova York registram baixa nesta tarde, acompanhando a alta do dólar e a inversão dos sinais nas bolsas norte-americanas.

Assim, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 73,50 nesta segunda-feira, baixa de 1,21% em relação ao último fechamento. O desempenho desta sessão leva a commodity a acumular fortes baixas de 6% em agosto e de 4,95% no ano.

Por sua vez, o contrato com vencimento em setembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 73,04 por barril, configurando uma baixa de 0,56% frente ao fechamento anterior.

Mudança de sentimento
A maior aversão ao risco vem em um dia de agenda econômica escassa nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a Europa recebeu os dados do indicador composto da Markit Economics sobre a as indústrias de serviços e manufatura. O índice recuou para 56,1 pontos em agosto, enquanto os analistas previam 56,3 pontos.

No final da manhã, Thomas Hoenig, membro do Fomc (Federal Open Market Committee) e presidente do Fed de Kansas City, afirmou que os bancos pequenos ainda correm riscos, mesmo com a nova regulação do sistema financeiro.

Ao mesmo tempo, o dólar inverteu a trajetória de queda e opera em alta diante das principais moedas internacionais, como euro e libra esterlina. O movimento encarece os contratos das commodities, que são cotadas em dólar, além de reduzir sua atratividade como investimento.

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Durante a manhã, o cenário era mais positivo, seguindo as notícias de fusões e aquisições ao redor do globo: o interesse de chineses e brasileiros na Potash, a oferta da HP pela 3Par e as negociações do HSBC para a compra do Nedbank.

Perspectivas para a gasolina
Conforme informações da CFTC (Commodity Futures Trading Commission), os hedge funds cortaram as apostas otimistas sobre o preço da gasolina, seguindo o aumento dos estoques de petróleo para o maior nível desde 1990 e o fim da temporada de férias nos Estados Unidos.

Os hedge funds e outros especuladores reduziram as apostas na elevação do preço em 74% – a maior queda desde outubro de 2006. Os dados foram publicados no dia 20 pela CFTC e referem-se à semana terminada em 17 de agosto.