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SÃO PAULO – Após uma sequência de baixas, os principais contratos futuros de petróleo iniciaram uma tímida recuperação, avançando nesta quinta-feira (12). Além do ajuste, a alta foi uma resposta à queda do dólar frente ao euro e a alguns dados um pouco mais positivos da economia norte-americana, embora o temor com relação aos impactos sobre a demanda permaneça.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 112,98 no pregão desta quinta-feira, leve alta de 0,33% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em junho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 98,97 por barril, configurando uma alta de 0,77% frente ao fechamento anterior.
Efeito do dólar
O dólar caiu 0,4% em relação ao euro, avaliando a fala de um membro do BCE (Banco Central Europeu) de que a alta dos juros em abril não foi um “evento isolado”, ressaltando também os perigos inflacionários na Zona do Euro.
Quando a moeda norte-americana apresenta queda, há uma pressão de alta sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar sua exposição neste mercado.
Economia americana
As empresas ligadas a commodities conseguiram se destacar no mercado financeiro dos EUA e puxaram o índice acionário S&P 500, que encerrou o dia no campo positivo – alta de 0,49%.
A agenda norte-americana também ficou no foco dos investidores. O número de pedidos de auxílio desemprego recuou de 478 mil para 434 mil na passagem semanal, aumentado o otimismo em relação á recuperação da economia norte-americana – entretanto, o número veio pior do que o esperado.
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Ainda por lá, o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 0,5% durante o mês de abril, e os estoques das empresas norte-americanas também registraram expansão no mês de março, de 1,0%.
Aumento do compulsório
A China não escapou de um novo aumento nos compulsórios para combater a inflação. O PBoC (Banco Popular da China), autoridade monetária chinesa, anunciou que vai realizar mais uma elevação de 0,50 ponto percentual da exigência de reservas dos bancos, agindo no canal do crédito. Assim, as exigências passarão para 21% em bancos de maior porte e 19% em bancos menores.
A decisão foi motivada por dados da economia chinesa, que vieram acima das projeções do mercado. Em abril, a taxa de inflação ao consumidor foi de 5,3% ao ano, e a taxa de inflação ao produtor foi de 7,0% ao ano. As projeções indicavam taxas de 5,2% e 6,8%, pela ordem. A possível desaceleração da economia chinesa, uma das maiores consumidoras globais da commodity, também pressiona as cotações, impedindo um movimento de alta mais forte.