Petróleo fecha em queda após EUA priorizarem sanções econômicas contra o Irã

Na semana, as cotações acumulam perdas superiores a 5%, após o governo americano anunciar um novo pacote de sanções contra o Irã e contra empresas e países relacionados

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Os preços do petróleo fecharam em queda de 3% nesta terça-feira (25), em meio à avaliação dos investidores de que os Estados Unidos estão intensificando a pressão econômica sobre o Irã por meio de sanções, em vez de recorrer a uma nova escalada militar no Oriente Médio.

O contrato do Brent, referência internacional para os preços do petróleo, fechou em queda de 3,3%, para US$ 89,14 por barril. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, recuou 3,1%, para US$ 82,36 por barril.

Irã e Omã acertaram nesta terça-feira a criação de um corredor marítimo conjunto e temporário no Estreito de Ormuz, além de ações para a retirada de minas na região. Em comunicado conjunto, os dois governos disseram que as negociações técnicas continuarão para viabilizar um “corredor permanente e definir diretrizes para uma futura gestão do estreito”.

O acordo, que exclui os Estados Unidos das tratativas, contrasta com declarações feitas nesta terça pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo ele, todas as minas em águas internacionais no Estreito de Ormuz já foram removidas ou detonadas, e qualquer embarcação iraniana que volte a colocar explosivos na área será “completamente destruída”.

A Al Arabiya informou nesta terça-feira que os Estados Unidos teriam proposto suspender o bloqueio e as sanções ao Irã em troca da reabertura do estreito e do fim dos ataques promovidos por aliados de Teerã, citando uma fonte do alto escalão americano. Segundo a agência, o Catar segue atuando como mediador nas negociações entre Washington e Teerã.

Para Scott Shelton, analista da TP ICAP, o mercado ainda vê a intensificação da pressão econômica dos EUA sobre o Irã como um fator com maior potencial de levar a negociações do que de provocar uma escalada militar. “Há alguns sinais de diplomacia e os EUA estão devolvendo funcionários aos seus postos no Oriente Médio”, afirmou.

Petróleo na semana

Na semana, as cotações acumulam perdas superiores a 5%, após o governo americano anunciar um novo pacote de sanções contra o Irã e contra empresas e países que continuam realizando negócios com a República Islâmica. A medida faz parte da estratégia da Casa Branca de ampliar o isolamento econômico de Teerã.

O governo dos Estados Unidos classificou a ofensiva como um “Dia D econômico”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, chegou a afirmar que a campanha representa “a maior ofensiva financeira da história”. Segundo ele, a intensificação das sanções reduz a probabilidade de um novo conflito militar de grande escala no curto prazo.

“Se estamos aplicando pressão econômica máxima, isso significa que provavelmente não haverá uma retomada de operações militares em larga escala”, disse Bessent em entrevista à CNBC na semana passada.

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Outro sinal de redução das tensões veio do Departamento de Estado americano, que prepara o retorno de diplomatas evacuados para postos no Oriente Médio ainda nesta semana, segundo informações divulgadas pelo The New York Times. O movimento é visto pelo mercado como um indicativo de que Washington não espera uma retomada iminente de confrontos militares generalizados na região.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que foi informado pela Marinha americana de que todas as minas localizadas em águas internacionais no Estreito de Ormuz foram removidas. A passagem marítima é considerada uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã foi alertado de que qualquer embarcação envolvida na colocação de novas minas será “imediata e sistematicamente destruída”. O presidente também disse que as forças americanas monitoram continuamente toda a área do estreito e outros pontos considerados sensíveis para a segurança regional.

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A combinação entre a intensificação das sanções econômicas e os sinais de redução do risco de um novo confronto militar levou investidores a diminuírem os prêmios de risco incorporados aos preços do petróleo, pressionando as cotações da commodity nos mercados internacionais.

Com Agência Estado e Reuters