Petróleo brent cai após superar US$ 100, mas caminha para semana de fortes ganhos

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu uma "grande punição militar" ao Irã e aos seus aliados Houthis após os ataques no Mar Vermelho

Reuters

Créditos: imagem gerada com inteligencia artificial.
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LONDRES, 24 de julho (Reuters) – Os preços dos contratos futuros de petróleo caíam mais de 3% nesta sexta-feira, mas ainda caminham para registrar ganhos semanais expressivos, impulsionados por preocupações com interrupções no fluxo de energia no Mar Vermelho e receios de uma escalada no conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.

Os contratos futuros do petróleo Brent recuavam quase US$ 4, ou 3,48%, para US$ 97,20 barril às 9h50 (horário de Brasília), após terem fechado acima de US$ 100 na sessão anterior — pela primeira vez desde maio — na sequência de relatos de que rebeldes Houthis, aliados do Irã, atingiram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho.

O contrato manteve a trajetória de alta de 9,7% nesta semana.

Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (CLc1) caíam US$ 3,06, ou 3,32%, para US$ 89,12 o barril, caminhando para uma valorização semanal de quase 8%.

“Principais polos de produção de petróleo ou rotas de abastecimento estão cercados pela guerra… A perspectiva de curto prazo é de alta”, afirmou John Evans, analista da PVM Oil Associates.

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu uma “grande punição militar” ao Irã e aos seus aliados Houthis após os ataques no Mar Vermelho.

O Irã vinha pressionando os Houthis para fechar o estreito de Bab el-Mandeb — a entrada para o Mar Vermelho — caso os EUA continuassem a atacar a infraestrutura energética iraniana. Essa é a segunda rota mais importante para o transporte de energia, atrás apenas do Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo.

Além disso, os Houthis haviam declarado na segunda-feira que estavam impondo um bloqueio naval à Arábia Saudita, país que vinha desviando seu petróleo por meio de oleodutos para contornar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

O tráfego diário de embarcações pelo Estreito de Ormuz manteve-se estável em três navios em cada um dos últimos três dias, segundo dados preliminares de rastreamento da Kpler. Outros dois navios — incluindo o Noble, um superpetroleiro (VLCC) vazio — também entraram no Golfo pelo estreito na quinta-feira.

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Enquanto isso, no estreito de Bab el-Mandeb, o tráfego de navios de carga totalizou 32 embarcações em 23 de julho, um aumento em relação às 26 do dia anterior, segundo dados da Kpler, com duas passagens registradas até o momento em 24 de julho. “Nas rotas marítimas adequadas, os navios continuam circulando… portanto, não se trata de um bloqueio total, como alguns poderiam ter temido”, disse Giovanni Staunovo, analista do UBS.

Analistas do JPMorgan afirmaram em um relatório que cada mês adicional de interrupção no fornecimento de petróleo acrescentaria cerca de US$ 7 a US$ 8 ao preço do barril de Brent, elevando as médias mensais para cerca de US$ 114 por barril caso as interrupções se prolonguem por três meses.

Paralelamente, a Rússia informou na sexta-feira que suas forças haviam atacado três portos ucranianos durante a noite, visando infraestruturas — incluindo instalações de carga e descarga e reservas de combustível — que davam suporte às forças armadas de Kiev.

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Na quinta-feira, o Ministério de Energia do Cazaquistão comunicou que empresas de petróleo reduziram temporariamente a produção após suspeitas de ataques com drones ucranianos forçarem o fechamento do principal terminal de exportação do país no Mar Negro.