Petróleo brent salta 4% com Irã analisando veto a navios dos EUA e Israel em Ormuz

A agência de notícias estatal iraniana Fars publicou na quinta-feira o texto do que descreveu como um “rascunho inicial do plano estratégico para a gestão do Estreito de Ormuz”

Navios e barcos no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã - 01/05/2026 (Foto: REUTERS/Stringer)
Navios e barcos no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã - 01/05/2026 (Foto: REUTERS/Stringer)

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HOUSTON, 6 Ago (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de US$3 por barril nesta quinta-feira, após notícias de que uma comissão do Parlamento iraniano está analisando um projeto de lei que proibiria a entrada de embarcações dos Estados Unidos e de Israel no Estreito de Ormuz e aplicaria multas aos infratores de até um quinto do valor de sua carga.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$3,04, ou 3,83%, a US$82,49 o barril. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam com alta de US$2,07, ou 2,75%, a US$77,29.

Um parlamentar iraniano afirmou que uma comissão do Parlamento está analisando um projeto de lei preliminar para proibir navios dos EUA, de Israel e de outros países considerados hostis de entrar no Estreito de Ormuz, e multar os infratores das restrições propostas em até 20% do valor da carga, segundo a agência de notícias Fars.

“Os operadores de petróleo continuam focados nos acordos entre os EUA e o Irã, e quanto mais demorarem, mais os preços voltarão a subir”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial.

Antes do início do conflito com o Irã, no final de fevereiro, cerca de um quinto do abastecimento diário global de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, os houthis do Iêmen afirmaram ter realizado ataques com mísseis e drones contra “posições sauditas” em Marib e Hadramout, no Iêmen, nesta quinta-feira, e que mataram ou feriram centenas de combatentes aliados à Arábia Saudita, além de terem destruído acampamentos militares, depósitos de armas e veículos.

“O mercado oscila conforme as tensões aumentam e diminuem e, é claro, esses ataques representam um desdobramento significativo, pois significam mais atividade em outro teatro de operações, longe do Golfo Pérsico, e servem como um lembrete de que a passagem pelo Mar Vermelho ainda pode estar em risco”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital.