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Os preços do petróleo caíram mais de 2% após a liberação de estoques adicionais de diesel e petróleo bruto pelos membros do G7, aliviando as preocupações com a escassez de oferta global de energia.
O Brent tinha baixa de US$ 2,57, ou 2,51%, para US$ 99,74 o barril às 7h35 (horário de Brasília). O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) tinha baixa de US$ 3,53, ou 3,8%, para US$ 89,34 o barril.
Ambos os contratos de referência estavam prestes a registrar queda semanal, com o Brent recuando cerca de 4,1% na semana e o WTI em torno de 3,2%.
Os futuros do gasóleo europeu, referência para os preços do diesel, caíram cerca de 5%, para US$ 1.380,5 a tonelada métrica.
“Todo o setor energético opera em baixa, liderado pelo gasóleo e pelo diesel de ultrabaixo teor de enxofre (ULSD), enquanto os países da União Europeia discutem a liberação de estoques de combustíveis e petróleo bruto para aliviar a forte pressão sobre o mercado e ajudar a evitar uma possível proibição de exportação de diesel pelos EUA”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

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O G7 realizará uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel, petróleo bruto e outras reservas por meio da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), para tentar estabilizar os mercados mundiais de energia, de acordo com uma declaração conjunta dos líderes do G7 divulgada na sexta-feira.
“Cumpriremos nossos compromissos com uma liberação coordenada, por meio da IEA, de 100 milhões de barris, a ser iniciada imediatamente e distribuída ao longo de quatro meses, incluindo uma liberação substancial de diesel concentrada nos primeiros 20 dias pelos membros e parceiros do G7”, afirmou a declaração, divulgada pelo gabinete do presidente francês Emmanuel Macron.
A decisão foi tomada depois que os EUA cogitaram a possibilidade de uma proibição severa à exportação de diesel caso os países europeus não liberassem mais estoques. Tal medida ameaçaria uma fonte crucial de abastecimento para o continente, que depende fortemente de importações para suprir a escassez de produção de diesel.
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A AIE já havia coordenado um plano para liberar 400 milhões de barris em março, logo após o início da guerra com o Irã, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a Europa por não disponibilizar esses barris com rapidez suficiente.
Uma declaração subsequente do G7 sugeriu que os 100 milhões de barris podem incluir barris que ainda não foram disponibilizados na liberação de março.
“Todos nós nos comprometemos a liberar essas reservas estratégicas nas proporções que mencionei, com foco no diesel. E todos estamos comprometidos em garantir que não haja proibições de exportação, e o presidente Trump, em particular, foi muito claro sobre esse ponto”, disse Macron.
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Trump afirmou em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira que acolheu favoravelmente a mais recente medida.
“A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu estoque de óleo diesel”, disse Trump. “O processo começará imediatamente.”
O prêmio do diesel em relação ao petróleo bruto, um indicador de força do mercado acompanhado de perto, caiu para US$ 69 o barril, ante US$ 76,77 na quinta-feira, segundo dados de valor justo compilados pela Bloomberg.
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