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(Bloomberg) — O barril de petróleo a US$ 50 é um “presente para o mundo” porque os preços deverão permanecer suficientemente baixos para impulsionar o crescimento econômico, segundo o chefe do Departamento de Desenvolvimento Econômico de Abu Dhabi.
Os preços provavelmente ficarão em US$ 60 no ano que vem após atingirem um piso de US$ 45, disse o presidente do departamento, Ali Al Mansoori, em entrevista no domingo na capital dos Emirados Árabes Unidos, quarto maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. O petróleo Brent caiu 16 por cento neste ano em meio a um excesso global de oferta e era negociado a US$ 47,98 por barril às 11h55 pelo horário de Londres.
“É um presente para o mundo que o petróleo tenha caído a US$ 50”, disse Al Mansoori. “Nós gostaríamos que o petróleo ficasse em US$ 50? Claro que não. Nós gostaríamos que o petróleo subisse para US$ 70, US$ 80, mas mais do que isso eu acredito que prejudicaria o crescimento econômico”.
O crescimento da demanda por petróleo atingirá o nível mais alto em cinco anos neste ano, de 1,8 milhão de barris por dia, antes de desacelerar no ano que vem em meio a uma perspectiva mais fraca para a economia mundial, projetou a Agência Internacional de Energia em seu relatório de mercado de outubro. O mercado provavelmente continuará com uma oferta excedente até 2016 e o Irã exportará mais petróleo se as sanções internacionais forem retiradas, segundo a AIE.
‘Ganha-ganha’
O preço do barril de petróleo entre US$ 50 e US$ 60 é uma “situação ganha-ganha” porque beneficia os consumidores e também os produtores, disse Al Mansoori. Para os compradores, “é uma oportunidade, agora, utilizar o petróleo o máximo possível para estabelecer suas políticas para o crescimento econômico nos próximos cinco anos porque, em última análise, a commodity é escassa”.
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Com o declínio dos preços do petróleo, o crescimento do produto interno bruto de Abu Dhabi mudará pouco no ano que vem, disse Al Mansoori. O emirado está fazendo o possível para expandir a economia, mas “se não nos expandirmos, tomaremos o ano que vem como um desafio, transformaremos esse desafio em oportunidade e viraremos 2017 com um crescimento forte”, disse ele.
Contudo, os grandes projetos de Abu Dhabi continuarão. O Midfield Terminal Building, no Aeroporto Internacional de Abu Dhabi, ainda está programado para abrir em 2017, enquanto o Museu do Louvre abrirá uma filial no ano que vem, disse Al Mansoori. Além disso, Al Mansoori disse que se reunirá com o arquiteto Frank Gehry no mês que vem em Los Angeles para analisar o desenho final do Museu Guggenheim que está sendo construído em Abu Dhabi e avançar com a assinatura do contrato do museu.
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