Petroleiras sobem com alta do petróleo em meio ao aumento das tensões entre EUA e Irã

Vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que o Irã não respeitou as linhas vermelhas dos EUA nas negociações nucleares desta semana e que Trump se reserva o direito de usar a força militar

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Uma bomba de petróleo em Cabimas, estado de Zulia, Venezuela (Bloomberg)
Uma bomba de petróleo em Cabimas, estado de Zulia, Venezuela (Bloomberg)

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As ações das petroleiras operam com alta nesta quarta-feira (18), acompanhando a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o Irã não respeitou as linhas vermelhas dos EUA nas negociações nucleares desta semana e que o presidente Donald Trump se reserva o direito de usar a força militar.

Por volta das 13h35, a Petrobras (PETR4) avançava 0,73%, cotada a R$ 37,16, enquanto a (PETR3) subia 0,45%, a R$ 39,88. A Brava Energia (BRAV3) registrava alta de 3,05%, negociada a R$ 18,23. Já a PRIO (PRIO3) tinha valorização de 1,37%, a R$ 53,28, e a PetroRecôncavo (RECV3) saltava 4,24%, cotada a R$ 11,31.

De acordo com reportagem da Axios, uma eventual operação dos Estados Unidos teria duração de “semanas” e proporções significativamente maiores do que a ação pontual realizada na Venezuela no mês passado, com cara de “guerra total”.

Fontes ouvidas pelo site afirmam que a campanha poderia ocorrer em conjunto com Israel e teria escopo mais amplo do que o conflito de 12 dias liderado por Israel em junho passado, quando os EUA teriam participado de ataques a instalações nucleares subterrâneas iranianas.

O site informa que o governo israelense se prepara para um “cenário de guerra nos próximos dias”, segundo dois oficiais israelenses ouvidos pela publicação. Já fontes americanas disseram ao Axios que o cronograma pode ser mais longo. O senador Lindsey Graham afirmou que eventuais ataques ainda poderiam ocorrer dentro de “semanas”.

Um assessor de Trump declarou ao Axios, sob condição de anonimato, que o presidente estaria “ficando impaciente” e que, apesar de alertas internos contra uma guerra, haveria “90% de chance” de ação militar nas próximas semanas.

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Brava (BRAV3)

Ainda em destaque no setor, a Brava ⁠Energia comunicou nesta quarta-feira ⁠que a subsidiária 3R Offshore ‌foi autorizada a seguir com a conclusão da cessão da participação ‌de 37,5% da Nova Técnica Energy (NTE) no consórcio do Campo de Papa-Terra.

Embora a decisão ainda não seja definitiva, o Bradesco BBI destaca que ela abriu caminho para que a Brava consolide a participação de 37,5% da Nova Técnica no campo.

Segundo o banco, o próximo passo para a consolidação é a aprovação da transferência da participação para a Brava pela ANP, o que pode ocorrer nos próximos 2 a 6 meses. Com a transferência aprovada, a empresa poderá consolidar o ativo e começar a apresentar rentabilidade de 100% no campo, o que deverá aumentar a base do EBITDA dos últimos doze meses, reduzindo a alavancagem em cerca de 0,3 vez.

O BBI manteve classificação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 24 para o ativo BRAV3.