Atingida por escândalos

PetroChina: a gigante que chegou a valer US$ 1 tri e perdeu quase uma Holanda em 6 anos

Em meio aos escândalos, a petrolífera, que se tornou a primeira companhia a valer US$ 1 trilhão, perdeu mais de US$ 768 bilhões de valor desde 2007

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SÃO PAULO – Os dias de grandes gastos da PetroChina podem ter terminado, à medida que a gigante estatal de petróleo da China busca afastar o legado do ex-presidente Jiang Jiemin, agora oficialmente investigado por corrupção. Em meio aos escândalos, a petrolífera, que se tornou a primeira companhia a valer US$ 1 trilhão, perdeu mais de US$ 768 bilhões de valor – praticamente o equivalente à economia da Holanda – desde 2007.

Em 28 de agosto, suas ações registraram, em Hong Kong, a maior queda em quase dois anos, uma vez que a ameaça de corrupção acrescenta ainda mais riscos a um negócio já afetado pelo desaquecimento da economia e os controles do governo sobre o preço do combustível. 

O ex-presidente Jiang Jiemin, que saiu da PetroChina em março, foi demitido como diretor da agência reguladora de ativos do estado e está sendo investigado, informou a agência oficial de notícias Xinhua, em 2 de setembro. Cinco dias atrás, a PetroChina disse que afastou quatro gerentes sênior depois que as autoridades iniciaram o inquérito. 

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Jiemin foi nomeado presidente do conselho da PetroChina em maio de 2007 e presidiu a venda das ações na bolsa de Xangai por US$ 8,9 bilhões em novembro daquele ano, quando as ações da companhia superaram a marca de US$ 1 trilhão. Durante a presidência de Jiang, as ações da PetroChina despencaram 80%, ao passo que as da Chevron aumentaram 44% e as Exxon Mobil se valorizaram em 6,6%. 

Durante a presidência de Jiemin, a PetroChina investiu quase US$ 16 bilhões em aquisições de ativos no exterior para satisfazer a demanda crescente da China. Entretanto, desde sua abertura de capital em Xangai, a receita líquida da empresa recuou em quatro dos últimos seis anos.