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Vale (VALE3, R$ 17,94, -0,66% ;VALE5, R$ 15,02, -1,12%)
As ações da Vale seguem em queda por mais um dia, em meio às revisões para baixo do preço do minério de ferro pelo Goldman Sachs para US$ 44 a tonelada e de US$ 40 para a Moody’s.
A mineradora ainda rebateu as acusações de desrespeito aos direitos humanos e ambientais, que constam do Relatório de Insustentabilidade da Vale 2015, divulgado hoje (16) pela organização Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, no qual fazem contraponto ao Relatório de Sustentabilidade da Vale.
Em nota divulgada no início da noite, a mineradora negou que haja licenciamento irregular, sem realização de audiências públicas e de consultas prévias, para ampliação da produção, em Carajás (PA), com a duplicação da Estrada de Ferro Carajás. Segundo a empresa, todos os processos de licenciamento ambiental para os projetos seguem rigorosamente a legislação sobre o tema.
As ações da CSN, que tiveram forte alta na véspera, caem 2,59%, em um movimento de realização após disparar na véspera em meio à notícia de que estuda se desfazer da participação da Usiminas (USIM5). Os papéis PNA da Usiminas também caem após dispararem ontem, seguindo as notícias de que a CVM decidiu que a operação de compra da participação da Previ na Usiminas pela Ternium disparou a obrigação de oferta pública de aquisição pelas ações ordinárias da siderúrgica brasileira. Os ativos ON (USIM3) também registram queda de cerca de 1%.
Petrobras (PETR3, R$ 13,37, +1,44%; PETR4, R$ 13,07, +1,01%)
A Petrobras, após abrir em queda, virou para alta, em mais um dia de noticiário movimentado para a companhia. De acordo com o analista da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, em meio à proximidade do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira, o movimento deve ser de volatilidade para os ativos. No noticiário da companhia, ela reiterou que as demonstrações contábeis da empresa serão divulgadas no próximo dia 22 e esclareceu as informações de que não deve distribuir dividendos sobre o resultado de 2014 aos seus acionistas.
Em esclarecimento, a companhia disse não serem “legítimas outras estimativas que não sejam aquelas divulgadas pela própria companhia através de comunicados e fatos relevantes ao mercado”. “Considerações sobre os resultados de 2014 estão sendo inferidas a partir de documentos já divulgados, ou seja, tornados públicos pela própria Petrobras, assim como por estimativas de terceiros que utilizam metodologias e princípios contábeis de domínio público”, afirmou a companhia.
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E, segundo o Valor, a Petrobras garante “waiver” com credor e tem garantia de que dívidas não serão executadas mesmo que balanço não saia no prazo.
A Petrobras anunciou ainda na quinta-feira que sua produção total de petróleo e gás natural no Brasil em março foi de 2,574 milhões de barris de óleo equivalente (boed), volume 1,4 por cento inferior ao de fevereiro, porém 10,4 por cento acima do volume de março do ano passado.
Eneva e BTG
As units do BTG Pactual (BBTG11) registram queda de 0,87%, a R$ 29,54, em meio às notícias de que o banco quer assumir o controle da Eneva (ENEV3). Segundo o Valor Econômico, o BTG Pactual negocia o apoio do Itaú BBA e do Citi para assumir o controle da Eneva, empresa controlada por Eike e pela E.ON. Os três bancos são credores da empresa e esperam reativar a ex-MPX. As ações da Eneva, depois de 40 minutos, abriram com alta de 11,11%, a R$ 0,30 e aceleraram os ganhos para 18,52%, a R$ 0,32. Contudo, vale ressaltar que, com o baixo valor de face dos ativos, qualquer variação de centavos nos papéis leva a uma variação grande em termos porcentuais.
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EzTec (EZTC3, R$ 20,78, -1%)
As ações da Eztec registram baixa em meio aos dados operacionais divulgados na noite de ontem. Os lançamentos da companhia no primeiro trimestre de 2015 somaram R$ 72 milhões em valor geral de vendas (VGV), o que representa queda de 77% ante o mesmo período do ano anterior. No período, foi lançamento um projeto residencial na zona sul de São Paulo, com 44 unidades de alto padrão. “Esse é um projeto cujas unidades vendidas a partem de R$ 1,5 milhão e estava 64% vendido até o final do trimestre, já gerando receita a partir do 1T15”, diz a companhia, no comunicado.
A Eztec afirma que tem a sua disposição mais de R$ 2 bilhões em projetos em aprovação ou aprovados “e entendeu que, considerando o momento econômico e político atual, deveria privilegiar a venda de estoques prontos e em fase de construção, fazendo lançamentos passo a passo”.
“Para o segundo trimestre, já temos preparados lançamentos em Osasco e na Vila Carrão, Zona Leste da cidade de São Paulo, cujo VGV Eztec pode superar R$ 220 milhões”, afirma.
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Fibria (FIBR3, R$ 44,74, +0,65%) e Suzano (SUZB5, R$ 15,00, +0,60%)
Apesar de tímidas, as altas da Fibria e Suzano são as maiores do Ibovespa, em um dia de aversão ao risco para a renda variável. Os papéis do setor se beneficiam com a alta do dólar nesta sessão, uma vez que a receita dessas companhias é atrelada à moeda americana. O dólar registra ganhos de cerca de 1%, a R$ 3,046 na venda.
Gol (GOLL4, R$ 8,24, -1,55%)
Enquanto as ações das empresas exportadoras sobem, os papéis de empresas que têm dívidas atreladas à moeda estrangeira caem, como é o caso da Gol, que vê os papéis caírem mais de 1%.
CCR (CCRO3, R$ 16,37, -1,93%)
A CCR tem uma das maiores baixas do Ibovespa. A partir da meia noite desta sexta-feira, suas concessionárias controladas de rodovias estaduais e federais do Paraná e Rio de Janeiro deixam de cobrar pedágio relativo aos eixos suspensos de caminhões vazios, enquanto as concessionárias do Estado de São Paulo manterão a cobrança, conforme decisão da Artesp, agência reguladora do Estado.
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A medida ocorre em cumprimento à lei 13.103/2015, conhecida como Lei dos Caminhoneiros, afirmou a concessionária de infraestrutura em comunicado divulgado na noite de quinta-feira.
As concessionárias da CCR ViaOeste e Autoban disseram separadamente que manterão a cobrança normalmente por decisão da Artesp, que definiu que as disposições da lei não se aplicam às rodovias paulistas.
“A perda de receita decorrente da referida medida legal é passível de reequilíbrio contratual, nos termos das normas que regem a concessão”, afirmou a CCR sobre as rodovias no Paraná e Rio de Janeiro que deixarão de realizar a cobrança.
As concessionárias de rodovias vêm afirmando que, com as quedas nas receitas e aumentos de custos causados pela nova lei, têm direito a reequilíbrio dos contratos, com aumento da tarifa de pedágio.