Petrobras, Vale e siderúrgicas disparam até 6%; só uma ação cai hoje

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta segunda-feira

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11h00: Só uma ação cai no Ibovespa
Apenas a ação da Braskem (BRKM5, R$ 22,94, -0,09%) registra queda nesta sessão, em dia de otimismo na Bolsa. Neste momento, operava estável a ação da Ecorodovias (ECOR3, R$ 4,21, 0,0%).

No radar, a Ecorodovias informou que tem como estratégia no curto prazo a negociação de aditivos contratuais com o governo e possui projetos em análise para pelo menos cinco de suas controladas, de acordo com apresentação divulgada nesta segunda-feira.

A empresa de concessões de infraestrutura disse que, no caso da Ecovias, do Sistema Anchieta-Imigrantes (SP), estuda o projeto “Santos Binário”. Para a Ecovia, com estradas entre Curitiba (PR) e as cidades litorâneas paranaenses, o grupo estuda o acesso a portos e outras possibilidades.

10h56: Vale e siderúrgicas
Seguindo o salto das mineradoras internacionais, as ações da Vale (VALE3, R$ 10,75, +4,88%; VALE5, R$ 7,88, +4,23%) e Bradespar (BRAP4, R$ 3,79, +5,87%) – holding que detém participação na Vale – disparam nesta manhã, em meio à alta do minério de ferro, que fechou com ganhos de 5,98%, a US$ 46,26 a tonelada, em um dia no qual a China elevou o valor fixo do yuan em 0,3%, fazendo a maior alta da moeda desde 2005. Os papéis das siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 0,87, +2,35%), Gerdau (GGBR4, R$ 3,90, +4,00%) Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,35, +4,65%) e CSN (CSNA3, R$ 4,21, +4,73%) também acompanham o movimento positivo nesta sessão. Na próxima quinta-feira, a Vale vai divulgar seu relatório de produção referente ao quarto trimestre, antes da abertura do mercado. 

Em relatório, o BTG Pactual destacou que, embora a alta da commodity deva beneficiar principalmente Vale e CSN no curto prazo, ainda é difícil argumentar que esses ganhos vão ser sustentados. Para os analistas, ainda é difícil acreditar que essa alta se sustentará, lembrando que foi muito influenciada por uma restocagem pré-Ano Novo Chinês nas usinas, baixos volumes transacionados e um humor um pouco melhor na cadeia siderúrgica (por conta do programa de fechamentos de capacidade).

No radar das siderúrgicas, a CSN foi condenada a pagar R$ 13 milhões por ter descumprido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro. O MPRJ afirmou que o valor garante o cumprimento de medidas de controle de efluentes líquidos, águas pluviais, riscos potenciais e ruídos na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. Nenhum porta-voz da CSN não foi encontrado para comentar.

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10h50: São Martinho (SMTO3, R$ 47,20, +1,55%)
A São Martinho registrou um lucro líquido de R$ 76 milhões  no segundo trimestre da safra 2015/2016, alta de 42% sobre os R$ 53,5 milhões obtidos terceiro trimestre de 2014/15. A companhia teve uma receita líquida de R$ 852,6 milhões no terceiro trimestre da temporada 2015/16, avanço de 43,5% sobre os R$ 594,1 milhões registrados em igual período da safra anterior.

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio forte, com Ebitda subindo 60% na comparação anual, com margem de 23,6%, graças a estratégia de carrego de açúcar e etanol, que se beneficiaram da alta de preços no trimestre. Para o banco, o cenário segue positivo para a empresa, com expectativa de que o ano fiscal de 2017 vai ser um bom ano. 

10h42: Hypermarcas (HYPE3, R$ 23,75, +1,45%)
Com o objetivo de reduzir exposição ao dólar, o conselho de administração da Hypermarcas aprovou a recompra de até 100% de títulos com vencimento em 2021. Esse bond foi emitido em 2011, com remuneração de 6,5% ao ano, o que totalizava, à época, US$ 350 milhões em dívida denominada em dólar. 

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Após o anúncio, o BTG reiterou visão positiva para a ação, apontando que, quando revisou a recomendação do papel para compra, uma das justificativas era a desalavancagem e esse anúncio vem em linha com essa ideia.

O Santander ressaltou que o anúncio é positivo, pois “demonstra o compromisso da companhia em reduzir endividamento e o custo da dívida”. 

10h40: JBS (JBSS3, R$ 10,13, +0,80%)
Notícia da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, aponta que o dono da JBS, Joesley Batista, está de olho na Natura (NATU3, R$ 27,17, +2,41%) e Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 42,40, +3,37%), mas sem dar mais detalhes. A JBS, no entanto, negou ao InfoMoney a informação nesta manhã. “A informação não procede e não tem relação com a JBS”, disse a empresa em resposta por email. Em novembro, a controladora da JBS, a J&F, comprou por R$ 2,667 bilhões o controle da Alpargatas (ALPA4). 

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10h38: Petrobras (PETR3, R$ 6,56, +3,96%; PETR4, R$ 4,58, +2,92%)
As ações da Petrobras disparam em meio à alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Lá fora, o petróleo Brent registrava alta de 0,87%, a US$ 33,65, diante de expectativa de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) corte a produção para conter a derrocada da commodity.

No radar da estatal, segundo informações do jornal Valor Econômico, a presidente Dilma Rousseff aceitou rediscutir o papel da Petrobras na exploração do pré-sal. Hoje, a Petrobras é legalmente a única operadora e deve ter participação obrigatória de pelo menos 30% nos consórcios. A presidente concorda com mudanças, informa o Valor, desde que a empresa mantenha o direito de preferência nos próximos leilões.

Vale destacar que o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, não fez “qualquer avaliação nem manifestação sobre projetos em tramitação no Congresso Nacional que objetivem modificar a legislação relativa ao setor de petróleo e gás”, segundo nota do ministério. 

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10h20: Ações do setor de saúde
A propagação do Zika vírus possivelmente afetará as ações vinculadas aos setores de turismo e transporte na América Latina no curto prazo, mas ainda não surgiu evidência de um impacto prolongado nos mercados e economias locais, afirmaram analistas do Morgan Stanley. As economias de México e Peru seriam as mais afetadas se o vírus se propagasse por toda a América Latina, algo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que aconteça neste ano. O turismo representa quase 9% do PIB (Produto Interno Bruto) em ambos os países.

A propagação do Zika vírus possivelmente afetará as ações vinculadas aos setores de turismo e transporte na América Latina no curto prazo, mas ainda não surgiu evidência de um impacto prolongado nos mercados e economias locais, afirmaram analistas do Morgan Stanley. Por outro lado, companhias do setor de saúde, como Fleury (FLRY3, R$ 14,50, 0,0%) e Dasa, e varejistas como Raia Drogasil (RADL3, R$ 43,27, +1,57%) devem aumentar vendas, embora com impacto limitado nas receitas.

10h14: Duratex (DTEX3, R$ 5,47, +4,36%)
A empresa de insumos para a construção civil Duratex (DTEX3) teve lucro líquido de 54,36 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 39,7 por cento ante o mesmo período do ano anterior, informou nesta segunda-feira.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa somou 168,84 milhões de reais, baixa de 44,1 por cento na base de comparação anual. 

A companhia informou ainda que o Conselho aprovou a recompra de até 23,9 milhões de ações ordinárias. A recompra está prevista para acontecer entre 16 de fevereiro de 2016 até 31 de julho de 2017.

10h08: BR Properties (BRPR3, R$ 7,85, -0,13%)
A BR Properties pode perder seu principal contrato de locação, que representa cerca de 20% da sua receita, caso a Petrobras deixe de ocupar o espaço no empreendimento Ventura.

Em processo de enxugamento de sua estrutura administrativa, a petroleira conta com a devolução de prédios alugados nos últimos dez anos para reduzir seus custos. De acordo com especialistas, a possível decisão da Petrobras eleva a taxa de vacância na carteira da BR Properties, o que dificilmente será revertido no curto prazo diante das dificuldades do mercado de imóveis no Rio de Janeiro.

O movimento da estatal pode repercutir ainda na OPA feita pela GP Investiments para a BR Properties, por causa do impacto no valor da companhia de imóveis comerciais.

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