Petrobras, Vale e imobiliárias avançam; Pão de Açúcar e Gol recuam

Ainda entre os destaques, as ações da OGX caem 15% após Eike contestar "put" e pressiona queda dos papéis da OSX

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SÃO PAULO – O Ibovespa tenta firmar uma tendência positiva nesta segunda-feira (9), apesar da pressão causada pela queda da OGX Petróleo (OGXP3). Após oscilar entre queda de 0,92% e alta de 0,59%, às 12h48 (horário de Brasília), o índice avançava 0,44%, a 53.983 pontos.

As ações da OGX Petróleo lideram as perdas do Ibovespa, com queda de 13,46%, a R$ 0,45. Na mínima do dia, os papéis chegaram a atingir desvalorização de 21,15%, sendo cotados a R$ 0,41.

Os papéis refletem a carta de Eike Batista, acionista controlador da OGX, enviada à empresa em referência ao exercício da “put” de US$ 1 bilhão, anunciado na última sexta-feira. Em correspondência, Eike contesta a decisão e aponta, que se decorridos sessenta dias sem resolução da disputa a respeito da validade do exercício da put, será instaurado procedimento arbitral no âmbito da Câmara de Arbitragem do Mercado, consoante estabelecido no próprio contrato. 

A notícia puxa para baixo também as ações da OSX Brasil (OSXB3), que registravam no mesmo horário queda de 4,55%, a R$ 0,84. A empresa é afetada uma vez que o comunicado traz apreensão sobre a capacidade da OGX em pagar os US$ 449 milhões à OSX para compensar os gastos que a empresa teve com uma encomenda cancelada pela petroleira. 

As demais ações do Grupo EBX operam em leves quedas: CCX Carvão (CCXC3, -1,45%, R$ 1,36), LLX Logística (LLXL3, -1,82%, R$ 1,62), MMX Mineração (MMXM3, 0,0%, R$ 2,23) e MPX Energia (MPXE3, -1,0%, R$ 5,96). 

No caso da CCX, a empresa comunicou mais cedo que o empresário tunisiano Aziz Ben Ammar renunciou ao cargo no conselho de administração da empresa, logo após anunciar sua saída dos conselhos da LLX, OGX e MMX. Enquanto isso, rumores apontam que a OSX estaria dando início a um programa de corte de pessoal, que levará a demissão de 40% dos funcionários, com objetivo de economizar até R$ 10 milhões por mês. 

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Petrobras avança mais de 1%
Ajuda a contrabalancear o desempenho do índice as ações da Petrobras (PETR3, +1,31%, R$ 17,07; PETR4, +1,35%, R$ 18,00), que avançam mais de 1%, depois que a empresa informou que atingiu recordes mensais de produção de diesel e gasolina em agosto, segundo comunicado. A estatal produziu em suas refinarias no Brasil 4,402 milhões de metros cúbicos de diesel e 2,530 milhões de metros cúbicos de gasolina, representando um acréscimo de 111 mil metros cúbicos de diesel e 20 mil metros cúbicos de gasolina em relação ao recorde mensal anterior, obtido em maio de 2013.

Segundo a XP Investimentos, os recordes sequenciais de refino estão atrelados a maior eficiência da companhia, uma vez que sua capacidade ociosa nas refinarias já roda a níveis substancialmente baixos. Os analistas ressaltam, no entanto, que a eminente guerra entre os Estados Unidos e Síria poderia elevar os preços do petróleo, contribuindo para uma maior pressão de custos para a Petrobras. A vertente positiva do recente alívio inflacionário e arrefecimento do dólar são as margens para um pequeno reajuste de preços.

Vale sobe mais de 2% com dados na China
Outro papel “peso-pesado” do índice contribui para amenizar a derrocata do mundo “X”. As ações ordinárias da Vale (VALE3; VALE5) sobem 2,40%, a R$ 36,74, enquanto as preferenciais avançam 2,05%, a R$ 32,86.

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Os ativos da mineradora são favorecidos pelos dados da China. As exportações do país subiram 7,2% em agosto, mostrando um sinal de recuperação na segunda maior. Além disso, o JP Morgan e Brasil Plural reitereraram recomendação overweight (desempenho acima da média do mercado) para Vale. 

Pão de Açúcar recua após renúncia de Abilio Diniz
As ações do Pão de Açúcar (PCAR4) recuam 1,17%, a R$ 97,47, neste pregão. Na última sexta-feira, o empresário Abilio Diniz anunciou sua renúncia à presidência do conselho de administração da empresa. 

Pelo acordo feito com o grupo francês Casino, Abilio trocará suas ações ordinárias que tem na Wilkes, holding que controla o Grupo Pão de Açúcar, e receberá ações preferenciais, na razão de 1 para 1. Com isso, o empresário passará a ter cerca de 9% das ações PNs da empresa, juntando com os cerca de 2% das ações ONs que ele tinha antes do negócio.

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Gol cai depois de subir 25% em 3 pregões
No mesmo sentido, as ações da Gol (GOLL4, -2,42%, R$ 10,49) operam no negativo neste pregão, depois de subirem por três pregões consecutivos e acumularem no período valorização de 25%. 

A empresa afirmou que vai recorrer da decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio de Janeiro, que determinou na última terça-feira, em decisão unânime, a reintegração imediata de 850 funcionários da Webjet demitidos no ano passado pela Gol.

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, recorrer da decisão é o caminho óbvio para a companhia, portanto, nenhuma surpresa até o momento. Mesmo que a companhia seja forçada e readmitir os funcionários, incorrendo em elevadas despesas, os analistas acreditam que o foco dos investidores permanecerá em outro assunto: o possível subsídio da querosene. Diferentemente dos combustíveis de automóveis, a querosene de aviação não é subsidiada pelo governo, portanto, acompanha as oscilações (com certa elasticidade) do barril de petróleo. Adicionalmente, eles comentam que grande parte dos custos das companhias aéreas advém dessa linha (aproximadamente 30%), portanto uma desoneração seria extremamente bem quista para o setor. Todavia, eles reiteraram visão negativa para o setor, não recomendando exposição ao case. 

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Imobiliárias seguem em fortes ganhos
No sentido positivo do índice, aparecem as ações das imobiliárias. Os papéis da MRV Engenharia (MRVE3), Rossi (RSID3), Gafisa (GFSA3) e PDG Realty (PDGR3) registram valorizações de 5,66%, 4,70%, 3,70% e 3,32%, respectivamente, a R$ 9,89, R$ 3,12, R$ 3,36 e R$ 2,49. 

Desde o dia 28 de agosto, que marcou o fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando foi elevado a Selic para 9,0% ao ano, as ações dessas empresas registram fortes ganhos de 25,8%, 15,9%, 18,7% e 10%, nesta ordem.