Petrobras sobe 2% à espera do balanço 4ª; China impulsiona Vale e Pão de Açúcar cai

Confira os principais destaques desta segunda-feira (20)

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Petrobras (PETR3, R$ 13,51, +1,81%; PETR4, R$ 13,24, +1,77%)
Em meio à expectativa para a divulgação do balanço na próxima quarta-feira (22), as ações da Petrobras têm um dia ganhos.  A companhia prestou esclarecimentos e disse que, como as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014, revisadas pelos auditores independentes e as demonstrações contábeis auditadas do exercício de 2014 serão divulgadas no dia 22 de abril e conforme já divulgado, não há necessidade de renegociação de prazos para a entrega de tais documentos (waiver) aos credores da companhia. Segundo a Veja, o balanço sai às 18h de quarta. 

Além disso, a Pasadena Refining System, subsidiária da Petrobras, divulgou a ocorrência de emissões em sua refinaria de 100 mil barris por dias em Pasadena, Estados Unidos, no domingo, segundo um documento entregue ao regulador de poluição do Estado do Texas.

O documento entregue à Comissão sobre Qualidade Ambiental identificou a unidade número 1 de alquilação como fonte das emissões, mas não especificou se o incidente afetou as operações da refinaria. A companhia não estava imediatamente disponível para comentar.

Na última sexta-feira, a companhia ainda informou que obteve uma série financiamentos e disse que esses empréstimos, juntamente com as operações já executadas em 2015, cobrem todas as suas necessidades para o ano, segundo o fato relevante. Os contratos anunciados podem somar até R$ 18,66 bilhões.

O maior financiamento foi aprovado com o Banco do Brasil, de R$ 4,5 bilhões, na modalidade de nota de crédito à exportação, com prazo de 6 anos. Com a Caixa Econômica Federal, foi aprovado contrato de limite de financiamento pré-aprovado no valor de R$ 2 bilhões e prazo de 5 anos. Outro contrato da mesma modalidade foi aprovado com o Bradesco, de R$ 3 bilhões e prazo de 5 anos.

E, segundo o jornal O Globo, o TCU (Tribunal de Contas da União) constatou que a Petrobras escondeu uma despesa equivalente a US$ 8,1 bilhões no Comperj, 59,2% superior ao divulgado. Auditores atravessaram o segundo semestre de 2014 conferindo a contabilidade do projeto e concluíram: “Não é possível identificar de forma precisa os investimentos totais”, tanto os realizados quanto os necessários à conclusão do empreendimento, afirma o jornal. 

Por fim, segundo o jornal Valor Econômico, a Petrobras desistiu de projeto no pós-sal da Bacia de Santos e decidiu devolver à União o campo. O início da produção da área estava previsto no plano de desenvolvimento do campo para 2015, mas o projeto já não era citado no plano de negócios da estatal. 

Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 97,01 -1,02%)
O Pão de Açúcar registra leves perdas após notícia da Época, em que informou que a varejista  teria feito repasses em dinheiro para o advogado e que os valores mais tarde foram entregues ao ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, um dos investigados na Operação Lava Jato. Segundo a reportagem, os pagamentos teriam sido feitos depois da vitória de Dilma Rousseff nas eleições de 2010. A companhia informou que realizará uma investigação interna para apurar se houve algum pagamento ao escritório de advocacia de Márcio Thomaz Bastos, e indiretamente ao ex-ministro Antonio Palocci. O JBS (JBSS3, R$ 15,50, -0,45%) também foi citado. 

Vale e siderúrgicas
Em meio às notícias de estímulo na China, as ações da Vale e de siderúrgicas têm expressivos ganhos nesta sessão. O banco central da China cortou neste domingo a quantia que os bancos devem manter como reservas, a segunda redução em um nível industrial em dois meses, acrescentando mais liquidez à segunda maior economia do mundo para ajudar a incentivar empréstimos bancários e combater a desaceleração do crescimento.

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O Banco Popular da China abaixou a proporção de requisição de reserva (RRR) para todos os bancos em 100 pontos básicos para 18,5 por cento, a partir do dia 20 de abril.

Com isso, as ações da Vale (VALE3, R$ 18,06, +1,46%; VALE5, R$ 15,22, +1,81%), CSN (CSNA3, R$ 6,24, +2,30%) e Gerdau (GGBR4, R$ 9,28, +0,22%) têm ganhos. No noticiário da CSN, a companhia informou ainda que não há novidades sobre uma possível venda da fatia da Usiminas (USIM5, R$ 5,32, +1,33%). 

CCR (CCRO3, R$ 16,14, +0,88%)
As ações da CCR registram leve alta nesta sessão. 
O presidente da companhia, Renato Vale, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que não vê piora no desempenho dos negócios, mesmo com as sócias Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez citadas na Lava Jato. 

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Segundo ele, a CCR não precisa de aporte de acionistas e as dificuldades atuais ocorrem por causa do quadro geral da economia: recessão, inflação elevada e deterioração da confiança. 

Eletrobras (ELET3, R$ 6,34, +1,93%; ELET6, R$ 7,70, 0,79%)
A Eletrobras registra ganhos nesta sessão. Segundo a coluna Radar Online, da Vejao governo prepara uma mudança no conselho de administração da companhia. O presidente Márcio Zimmermann e outros dois integrantes deixarão o colegiado.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.