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Petrobras salta 4%, Vale sobe mais de 3% e educacionais vivem pesadelo

Confira a atualização dos principais destaques de ações desta terça-feira

11h39: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,31, -2,04%)
As ações do Itaú caem após resultado do segundo trimestre. Embora o lucro líquido tenha superado as expectativas dos analistas, a inadimplência teve um repique após 11 trimestres seguidos em queda. O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, foi de 3,3%, subindo contra os 3% do trimestre anterior, mas ainda abaixo dos 3,4% de um ano antes. As ações da Itaúsa (ITSA4, R$ 8,29, -1,66%) também caíam, assim como outros papéis do setor como Banco do Brasil (BBAS3, R$ 21,78, -2,07%) e Bradesco (BBDC3, R$ 27,04, -1,26%; BBDC4, R$ 26,12, -1,11%).

O maior banco privado brasileiro teve lucro líquido de R$ 5,984 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 4,899 bilhões um ano antes. A média das projeções de 7 analistas compilados pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 5,763 bilhões. Em bases recorrentes, o lucro foi de R$ 6,134 bilhões.

O Credit Suisse ressaltou que, apesar do lucro ter vindo acima do esperado, a deterioração na qualidade dos ativos compensou. Mesma observação feita pelos analistas da Votorantim Corretora. “A deterioração na qualidade dos ativos do banco é uma preocupação, já que sinaliza uma possibilidade de aumentar ainda mais as despesas com provisões, podendo pressionar o lucro do banco”, comentaram os analistas Flavio Yoshida e George Chen. 

O Itaú, no entanto, manteve suas projeções de desempenho para 2015. No trimestre anterior, o banco já havia revisado suas metas (guidances). A expectativa do Itaú é que sua carteira de crédito total cresça de 3% a 7%. Já as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, devem ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.

11h34: Marcopolo (POMO4, R$ 2,29, 0,0%)
A Marcopolo anunciou lucro líquido de R$ 37,106 milhões no segundo trimestre, 26,1% menor que os R$ 50,242 milhões do igual período do ano passado. No semestre foram R$ 71,2 milhões, com queda de 31% em relação aos primeiros seis meses de 2014.

Para o BTG Pactual, o resultado veio abaixo do esperado, com o operacional bem fraco, com as vendas domésticas caindo 53%. Os analistas destacaram ainda que as vendas internacionais até subiram 16% na comparação anual, mas longe de ser o suficiente para compensar a fraqueza em todos os segmentos domésticos. 

11h30: Valid (VLID3, R$ 49,68, +0,57%)
A Valid registrou um lucro líquido ajustado de R$ 30,4 milhões no segundo trimestre, contra R$ 24,5 milhões em igual período do ano passado. Nos seis primeiros meses, o lucro líquido ficou em R$ 66 milhões, crescimento de 35% se comparado a 2014. Segundo o BTG Pactual, o resultado foi forte, ligeiramente acima do esperado, com a receita subindo 28,5% na comparação anual. O destaque, segundo analistas, ficou com a operação de meios de pagamentos nos Estados Unidos, que seguiu crescendo em ritmo bastante forte. 

O banco aproveitou o balanço para reforçar sua visão bullish (otimista) para a ação, com a companhia conseguindo explorar novas fontes de crescimento. O preço-alvo foi elevado para R$ 56,00 por ação, com recomendação de compra. 

11h21: Multiplus (MPLU3, R$ 41,88, +1,50%)
A Multiplus, empresa de programa de fidelidade controlada pela TAM, registrou no segundo trimestre lucro líquido de R$ 109,3 milhões, 36,5% acima do apresentado em igual período do ano passado. Segundo o BTG Pactual, o resultado foi forte, com Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mostrando alta de 36% na comparação com o ano anterior e lucro recorde de novo. Os analistas aproveitaram o resultado para atualizar suas projeções, o que resultou em uma revisão para cima no preço-alvo da ação, que passou de R$ 37,00 para R$ 44,00 por papel. 

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11h20: Braskem (BRKM5, R$ 11,96, +3,46%)
A companhia realiza assembleia geral extraordinária (AGE) hoje para deliberar sobre a substituição de conselheiros e nomeação do presidente do conselho de administração da companhia no lugar de Marcelo Odebrecht, preso pela Operação Lava Jato. Foi indicado para a vaga Newton de Souza, presidente interino da Odebrecht. 

11h16: Porto Seguro (PSSA3, R$ 38,98, -0,71%)
A Porto Seguro informou lucrou líquido de R$ 273,2 milhões no segundo trimestre, 25,8% a mais sobre o mesmo período do ano passado, pelo critério que consolida os números de suas diversas marcas. Segundo o BTG Pactual, os números vieram fortes, mas em linha com o consenso do mercado. Eles comentaram, no entanto, que, com base nos números da Susep de junho, houve a impressão de que o lucro pudesse ter vindo ainda mais forte. 

10h55: Petrobras (PETR3, R$ 11,44, +4,19%; PETR4, R$ 10,40, +3,79%)
O dia é de alta para as ações da Petrobras seguindo os ganhos do preço do petróleo, com o brent subindo 1,70%, a US$ 50,36 o barril. Ontem, os preços do petróleo caíram 5% em meio ao anúncio do Irã de que deve elevar a produção.

Ainda no radar da empresa, o Conselho de Administração da Petrobras está pressionando a diretoria a apresentar os critérios da metodologia utilizada pela companhia para definir os preços dos combustíveis no mercado interno, uma questão fundamental para a garantia da prometida paridade com as cotações internacionais, disseram à Reuters três fontes com conhecimento do assunto.

Ainda sobre a empresa, o Senado vai instalar comissão especial para analisar Projeto de Lei que revoga a participação compulsória da Petrobras no modelo de partilha de produção de petróleo no pré-sal. A comissão será instalada em Brasília às 11h. 

10h36: Vale (VALE3, R$ 18,23, +3,64%; VALE5, R$ 14,85, +3,27%)
As ações da mineradora sobem após a queda de ontem, na esteira dos mercados chineses. Hoje, a bolsa de Xangai subiu 3%. Pequim tem adotado uma série de medidas para sustentar os mercados acionários do país após perderem mais de 30 por cento do valor na comparação com um pico atingido em junho. O governo da China anunciou uma nova medida na tentativa de combater a forte onda de volatilidade que tem dominado as bolsas do país nos últimos meses, mirando desta vez as chamadas vendas a descoberto. 

Além disso, destaque para a Bradespar (BRAP4), holding que detém forte participação na Vale, que subia 3,63%, a R$ 9,98. A Bradespar aprovou a recompra de até R$ 24,8 milhões ações no prazo de um ano. 

10h35: Bradesco (BBDC4, R$ 26,41, -0,01%)
O Bradesco teve recomendação cortada para manutenção pelo Santander após aquisição do HSBC Brasil por R$ 17,6 bilhões. Apesar do negócio adicionar valor ao banco por três anos, analistas do banco citaram risco de execução da operação. 

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10h32: Educacionais
Os papéis do setor educacional seguem em queda forte na Bolsa hoje, com Estácio (ESTC3, R$ 12,84, -2,34%) liderando as perdas do Ibovespa neste momento. Kroton (KROT3, R$ 9,15, -0,33%), Anima (ANIM3, R$ 14,34, -3,82%), enquanto a Ser Educacional (SEER3, R$ 10,67, +0,57%) têm leve alta. Estácio figura no menor patamar de janeiro de 2013, depois de cair por seis pregões seguidos, acumulando no período desvalorização 24%, enquanto renova seu menor patamar de fechamento da história. 

A Anima anunciou na noite de ontem que vai recorrer à contratação de linhas de créditos, bem como de contratos de swap, para recompor o capital de giro devido ao inadimplemento do Ministério da Educação com os contratos do Fies. O conselho de administração aprovou que a companhia vá em busca de empréstimos de até R$ 350 milhões, ficando outorgado à diretoria poderes para negociar e contratar a melhor taxa disponível no mercado. Segundo a coluna Radar, da Veja, o governo já deixou de repassar às instituições de ensino R$ 7,5 bilhões do Fies.