Perspectivas

Petrobras, resultados, prévia da inflação e PIB dos EUA: o que acompanhar nesta semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Após esboçar uma reação positiva na volta do Carnaval, a Bolsa não se sustentou e caiu nos últimos dois pregões com tensão renovada no mercado sobre a questão fiscal e, em especial, as falas recentes do presidente Jair Bolsonaro sobre a Petrobras.

E esse deve ser um dos grandes temas que guiará o mercado no início desta semana. Na terça-feira (23), na véspera da divulgação do resultado do 4º trimestre da estatal, o seu conselho de administração se reúne para deliberar, entre outros assuntos, a situação do CEO Roberto Castello Branco.

A reunião é ordinária e já estava marcada para ocorrer, mas ganha uma importância maior após a indicação, na noite da última sexta-feira, do general Joaquim Silva e Luna para ser o novo presidente da Petrobras.

Além da forte reação negativa dos ADRs da companhia após o fechamento do último pregão, caindo quase 10%, o que deve reagir já na abertura desta segunda, rumores apontam para o risco de outros membros do Conselho da empresa deixando o cargo também.

Durante o fim de semana, Bolsonaro indicou que haverão novidades em relação à empresa além da indicação de um novo CEO, e ainda disse que também pretende intervir no setor de energia elétrica.

Ainda no campo político, os investidores devem ficar atentos ao clima entre Judiciário e Legislativo após a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ). O ministro da Economia, Paulo Guedes, teme que a situação possa prejudicar o andamento das pautas econômicas.

No Congresso, está marcada para quinta-feira (25) a votação, no plenário do Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial, que cria gatilhos para a contenção de despesas de União, estados e municípios, promovida pelo governo de Jair Bolsonaro.

Em troca, o presidente comprometeu-se com líderes do Congresso Nacional a enviar uma medida provisória propondo a retomada do auxílio-emergencial, pago a pessoas em vulnerabilidade social em decorrência da pandemia.

Agenda de indicadores

Apesar de não serem tantos indicadores de destaque na semana, serão divulgados números importantes tanto no Brasil quanto no exterior.

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Por aqui, destaque para dados de inflação, em especial o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), na quarta (24), que segundo a equipe de analistas do Bradesco deve “trazer algum alívio dos preços de alimentação, com os núcleos demandando maior atenção”.

No dia seguinte saem os números do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de fevereiro, que por sua vez, deve mostrar preços no atacado ainda pressionados, segundo os analistas.

O investidor fica de olho ainda na temporada de resultados do quarto trimestre, que terá uma de suas semanas mais agitadas. Além da Petrobras (PETR3; PETR4), na quarta, os próximos dias terão também Vale (VALE3), CSN (VALE3), Ambev (ABEV3), Weg (WEGE3), entre outras (clique aqui para saber mais).

No exterior, dados da economia americana continuarão como destaque. Como principal indicador, na quinta (25) será apresentada a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, com projeção de avanço de 4,1%, ante 4,0% na estimativa anterior, segundo dados compilados pela Refinitiv.

Segundo a equipe do Bradesco, após a surpresa positiva com o resultado das vendas do varejo em janeiro, espera-se crescimento dos gastos pessoais no período. O dado será apresentado na sexta-feira (26).

Além disso, os analistas esperam que as sondagens de fevereiro devem reforçar a percepção de aceleração da atividade dos EUA.

Por fim, atenção ainda para a possível votação do pacote fiscal proposto pelo presidente Joe Biden, que prevê US$ 1,9 trilhão em estímulos à economia. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que espera colocar o projeto em votação no fim desta semana.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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