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Petrobras, recomendações e mais 9 notícias agitam o radar desta 4ª

Confira os principais destaques corporativos desta manhã; a matéria será atualizada até a abertura da Bovespa às 10h (horário de Brasília)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo aparece movimentado nesta quarta-feira (29) em dia de agenda econômica também aquecida com desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), PIB dos Estados Unidos e Fomc (Federal Open Market Committee). Por aqui, os destaques voltam-se novamente à Petrobras (PETR3; PETR4), além da temporada de balanços que ganha força hoje (para conferir os números, clique aqui). O Bradesco (BBDC3; BBDC4) reportou seu balanço nesta manhã com lucro líquido de R$ 4,244 bilhões. 

Segundo reportagem do Valor, a Petrobras fechou operações de nota de crédito de exportação para a BR Distribuidora com o Banco do Brasil (BBAS3). O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, não confirmou a informação ao jornal. De acordo com a publicação, com o crédito, a um custo financeiro bem menor, a BR Distribuidora conseguiu encerrar um contrato mútuo que tinha com a própria Petrobras que, por sua vez, recebeu os recursos. 

Além disso, a companhia realiza hoje assembleia com acionistas para votar a indicação de Murilo Ferreira, atual presidente da Vale (VALE3; VALE5), ao conselho de administração, além dos demais membros que iriam compor o colegiado. A assembleia começa às 15h (horário de Brasília).

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Para a composição do conselho de administração foram indicados Aldemir Bendine, Francisco Roberto de Albuquerque, Ivan de Souza Monteiro, Luciano Coutinho, Luiz Navarro e Sergio Franklin Quintella. Mauro Cunha e José Monforte, representantes dos acionistas minoritários no conselho de administração, decidiram não concorrer a um novo mandato. Na sexta-feira passada, inclusive, Monforte renunciou à sua cadeira no conselho. Investidores estrangeiros e brasileiros reunidos na Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec) indicaram Walter Mendes de Oliveira Filho, como representante dos detentores de ações ordinárias no lugar de Cunha, e Guilherme Affonso Ferreira, na vaga dos preferencialistas no lugar de Monforte.

Gerdau 
A administração da Gerdau (GGBR4) irá propor, em assembleia geral ordinária e extraordinária que será realizada hoje, a saída da companhia do nível 1 de governança corporativa da BM&FBovespa. Entretanto, os acionistas controladores da companhia comunicaram na sexta-feira a intenção de voto para a assembleia para permanência no nível 1. Ontem, os acionistas da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) deciraram pela permanência da companhia neste nível de governança.  

BR Malls
A empresa de shoppings BR Malls (BRML3) registrou leve crescimento de 0,4% no volume consolidado de vendas no primeiro trimestre na comparação com o mesmo intervalo de 2014, para R$ 5,1 bilhões. Considerando a exclusão dos shoppings vendidos — Shopping Ilha Plaza, Iguatemi Belém, Metro Tatuapé, Big Shopping, Mueller e Fashion Mall —, o crescimento das vendas totais seria de 7,6%, devido à menor base de comparação. O indicador de vendas mesmas lojas cresceu 5,9% no trimestre. No primeiro trimestre de 2014, a companhia havia registrado crescimento de 7,6%. 

Segundo a XP Investimentos, o resultado foi negativo, com crescimento das vendas nas mesmas lojas abaixo da inflação. Os analistas destacaram ainda que a inadimplência líquida ficou em 4,4% no primeiro trimestre, enquanto no quarto foi de 2,5%. Os pagamentos em atraso atingiram 6,9% nos primeiros meses do ano.

Aliansce 
A Aliansce (ALSC3) informou que as vendas de shoppings cresceram 8,7% na comparação anual, para R$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre. Na mesma visão que BR Malls, a XP Investimentos comentou que os números da Aliansce foram ruins, com crescimento nas vendas no segmento mesmas lojas de 4% e inadimplência de 5,3%. “As vendas mais fracas no varejo atingiram os shoppings, que são mais resilientes, porém não conseguiram apresentar vendas nas mesmas lojas positivas”, comentou a corretora. Para os analistas, o que preocupa é a elevação no nível de inadimplência dos lojistas, que se elevou nas duas prévias.

Elétricas
A Aneel aprovou ontem as regras que serão seguidas no 4º ciclo de revisão tarifária das distribuidoras de energia. As novas regras terão um impacto negativo médio nos reajustes da conta de luz de 0,3%, mas a alta do custo da energia devido à seca e ao uso de térmicas vai manter os aumentos em níveis elevados. Na avaliação da agência, as mudanças visam o incentivo a ganhos de eficiência e melhoria na qualidade do serviço por parte das distribuidoras. 

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CSN 
A CSN (CSNA3) investirá R$ 1,8 bilhão em duas fábricas do cimento em Minas Gerais, segundo revista IstoÉ.

Fibria
A Fibria (FIBR3) aprovou orçamento de R$ 1,72 bilhões para 2015. 

Kroton 
A Kroton (KROT3) estuda o mercado de ensino médio para possíveis aquisições, informou o Valor. Atualmente, a companhia possui apenas uma escola própria com a bandeira Pitágoras, em Belo Horizonte. Ao jornal, o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, disse que estão estudando, mas não tem ainda uma conclusão. 

Souza Cruz
A BAT sinalizou que poderá elevar oferta por restante da Souza Cruz (CRUZ3) após alguns investidores rejeitarem a oferta de US$ 3,5 bilhões pela fatia que ainda não possui na companhia, segundo a Bloomberg. A companhia encomendou estudo ao Credit Suisse que tem até o dia 9 de maio para apresentar nova avaliação sobre o valor da oferta de ações. A avaliadora tem prazo de 30 dias para concluir o novo laudo de avaliação, cujo resultado será comunicado pela empresa ao mercado. Em 9 de abril, a companhia aprovou a realização de uma nova avaliação para determinação do valor das ações da companhia, o que significa que o valor deve aumentar proporcionando um ganho maior aos detentores das ações. O preço da oferta estava em R$ 26,13. 

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M.Dias Branco e Raia Drogasil
A M.Dias Branco (MDIA3), do setor de alimentos, teve sua recomendação rebaixada para market perform (desempenho em linha com a média) pelo Itaú BBA.

Já a rede de drogarias Raia Drogasil (RADL3) foi elevada pelo banco para outperform (desempenho acima da média).

Weg
A Weg (WEGE3) aprovou programa de recompra de até 600 mil ações ordinárias com prazo de um ano. A companhia divulgou hoje seu resultado do primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 245,9 milhões, contra estimativa de R$ 232,7 milhões compilada pela Bloomberg.

Telebras
O ex-diretor presidente e de Relações com Investidores da Telebras (TELB3TELB4), Jorge da Motta e Silva, foi multado em R$ 100 mil pela CVM. O executivo foi acusado por não ter questionado a União Federal, controladora da empresa, sobre notícias publicadas em novembro de 2007 acerca da reativação da Telebras para viabilizar o Programa de Inclusão Digital e Universalização da Banda Larga. No mesmo processo o acionista Francisco Couto Alvarez foi condenado a pagar R$ 70 mil por deixar de comunicar ao mercado a aquisição de participação relevante – superior a 5% – na companhia entre novembro de 2007 e janeiro de 2008.