Petrobras reafirma que não há qualquer problema contábil em seu balanço

Segundo a estatal, foi feita opção por um modelo de tributação da variação cambial, que representa uma operação legal

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgou na noite desta segunda-feira (18) uma nota de esclarecimento a respeito da notícia veiculada pelo jornal “Folha de São Paulo” sobre uma possível omissão de mudança fiscal no balanço da companhia.

Segundo a estatal, não foi utilizado nenhum artifício contábil para a apuração dos impostos devidos pela empresa, entretanto foi feita uma opção por um modelo de tributação da variação cambial, o qual representa uma operação legal perante a legislação vigente no País, que permite que os tributos possam ser identificados como impostos diferidos.

Desta maneira, a companhia afirma que não há qualquer problema de natureza contábil em seu balanço, uma vez que a mesma reconheceu em suas demonstrações financeiras os tributos referentes ao período, contabilizando-os como Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos nas Demonstrações Financeiras Padronizadas de 2008.

Aprenda a investir na bolsa

A estatal destacou ainda que ao final de cada operação a carga tributária será a mesma, independentemente da forma adotada. Assim, a forma de tributação da variação cambial interfere apenas no momento em que o tributo será pago. “Isso significa que, ao contrário do que vem sendo veiculado, não há prejuízo para os cofres públicos”, concluiu.

CPI

A petrolífera vem sendo alvo de acusações deste quando divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2009, no dia 11 deste mês. Entre as queixas, a principal é de que a estatal teria executado possíveis irregularidades em seu balanço trimestral.

Esta semana, foi instaurada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado Federal que deverá investigar se houve ou não fraude no balanço contábil da companhia.

“A administração terá que dividir o foco entre o gerenciamento diário de tarefas e os inquéritos da CPI. Adicionalmente, há o risco do fluxo negativo de notícias, que poderá afetar a performance na bolsa”, avaliaram os analistas do Citigroup sobre o caso.