PRIO em baixa de 2,8%: por que a ação da petroleira foi a única queda do Ibovespa?

Companhia é vista como uma das maiores beneficiárias em cenário de petróleo alto, tendo assim maior volatilidade em dias de baixa

Ativos mencionados na matéria

Bomba de petróleo e torre de perfuração ao sul de Midland, Texas, EUA - 
11/06/2025
(Foto: REUTERS/Eli Hartman)
Bomba de petróleo e torre de perfuração ao sul de Midland, Texas, EUA - 11/06/2025 (Foto: REUTERS/Eli Hartman)

Publicidade

A PRIO (PRIO3) encerrou a sessão desta segunda-feira (23) como a única queda do Ibovespa, fechando em queda de 2,84%, a R$ 65,96.

A sessão foi de queda seguindo a derrocada dos preços de petróleo, que caíram mais de 10%, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que adiaria qualquer ataque militar contra as usinas de energia iranianas por cinco dias e citou conversas construtivas para resolver as hostilidades no Oriente Médio, horas antes de um prazo que ameaçava escalar a guerra de quatro semanas.

Trump declarou na rede social Truth Social que ataques à infraestrutura energética do país pérsico estariam suspensos por 5 dias para mais conversas. No sábado, o presidente havia colocado prazo de 48 horas para que o Irã desobstruísse completamente o Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do Brent caíram US$12,25, ou 10,9%, fechando a US$99,94 por barril, enquanto o petróleo nos Estados Unidos West Texas Intermediate (WTI) perdeu US$10,10, ou 10,3%, fechando a US$88,13.

Outras ações do setor abriram em queda – caso de Brava Energia (BRAV3) e Petrobras (PETR3;PETR4) -, mas fecharam em alta seguindo o dia positivo do mercado.

Contudo, a PRIO não registrou o mesmo desempenho. O movimento ocorre uma vez que a companhia é vista como uma das preferidas em um cenário de alta da commodity. Assim, com uma forte queda da commodity, os papéis também acabam registrando maior queda.

Em relatório recente, o Itaú BBA também apontou que a PRIO poderia oferecer maior potencial de dividendos do que a Petrobras (PETR3PETR4), com retorno de 11% a 29% em 2026, considerando dividendos e recompra de ações, em um cenário de petróleo em alta.

O noticiário da PRIO também foi movimentado nesta segunda.  A petroleira anunciou que o primeiro poço de Wahoo atingiu uma produção estabilizada de 12 kbpd (mil barris por dia). Na última quinta-feira (19), a empresa havia divulgado o início das operações em Wahoo.

Contudo, para a XP, a notícia é positiva. A produção inicial de 12 kbpd do primeiro poço está acima da média esperada de 10 kbpd por poço, colocando o campo no caminho certo para atingir a meta de 40 kbpd (de quatro poços) até o final de abril.

Continua depois da publicidade

“Alcançar a produção prevista é relevante para a tese, pois estimamos que 100% de Wahoo tenha o potencial de aumentar o FCFE yield [Rendimento do Fluxo de Caixa Livre] da PRIO em aproximadamente 8 pontos percentuais”, apontam os analistas da XP.

Autor avatar
Camille Bocanegra
Mercados | Investimentos | Mundo

Camille é jornalista do InfoMoney e atua como repórter de mercados e do Ibovespa Ao Vivo, cobrindo ações brasileiras e internacionais, além de acompanhar o mercado de câmbio. Antes disso, trabalhou na divisão editorial do Research da XP e possui graduação em Direito.