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Petrobras presta esclarecimentos à CVM sobre fala de Bolsonaro, mais 3 notícias da estatal e outros destaques

Confira os destaques corporativos desta terça-feira

Plataforma da Petrobras
(Foto: Shutterstock)

No Radar InfoMoney desta terça-feira destaque para Petrobras sob a expectativa de venda da Liquigás e interesse de grupos nas refinarias e mais 3 notícias da companhia. A Vale anuncia resgate de bonds e a Via Varejo a emissão de até R$ 1,5 bi em notas promissórias.

Petrobras (PETR3;PETR4) e Itaúsa (ITSA4)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionou a Petrobras sobre uma eventual interferência do governo na aplicação de verbas publicitárias da estatal, em meio às declarações do presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira (22).

Em palestra, ele simulou uma conversa com o presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Bolsonaro falava sobre a medida provisória que permite a companhias de capital aberto publicar seus balanços no site da CVM ou no Diário Oficial da União.

Bolsonaro disse que poderia chamar Castello Branco para discutir onde publicar o balanço da companhia. “Sabe o que eu posso fazer? Chamo o presidente da Petrobras aqui: vem cá, ô, Castelo Branco, você vai mostrar seu balancete este ano no jornal O Globo. ‘Mas presidente, custa dez milhões entre jornal e comissão’. ‘Ô cara, é Globo’. Posso fazer ou não? Vinte páginas de jornal para isso”, disse.

A Petrobras, em resposta, negou ter recebido comunicação do acionista controlador sobre o assunto e disse reafirmar o seu compromisso com a observância das melhores práticas do mercado em relação à governança corporativa. “O relacionamento da companhia com seu acionista controlador é pautado pelas normas aplicáveis, conforme amplamente divulgado ao mercado e suas decisões visam o melhor interesse de seus acionistas e demais públicos de interesse”, disse a companhia.

Já a Bloomberg destaca que o grupo liderado pela brasileira Itaúsa Investimentos SA está prestes a comprar a distribuidora de gás em botijão da Petrobras, já que sua oferta de R$ 3,5 bilhões está afastando rivais, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

O Mubadala Investment de Abu Dhabi e a brasileira Consigaz Distribuidora de Gás Ltda, que poderiam ter tentado superar a Itaúsa em uma segunda rodada de ofertas, planejam abandonar a disputa junto com seus sócios. A desistência foi por considerarem o preço ofertado pelo Itaúsa alto demais, disseram as pessoas.

A Petrobras esperava que os lances chegassem a R$ 2,8 bilhões, disseram pessoas anteriormente. Em 2016, a Petrobras concordou em vender a Liquigás por R$ 2,8 bilhões para a Ultrapar Participações SA, mas o regulador antitruste do Brasil rejeitou o acordo em 2018.

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A Itaúsa disse que não está esperando nenhum impacto significativo em seus ganhos para o atual ano fiscal se o negócio for concluído.

Ainda sobre a Petrobras, PetroChina, Sinopec e Saudi Aramco estão entre as empresas que devem ingressar na disputa pelas oito refinarias que a Petrobras pretende licitar.

A companhia informou ainda, por meio de nota, que houve um vazamento de aproximadamente 1,2 metro cúbico de óleo residual proveniente do navio plataforma FPSO Cidade do Rio de Janeiro na Bacia de Campos, no norte fluminense. A embarcação apresentou trincas no casco, verificada após inspeção nos tanques externos da embarcação. O comunicado foi feito na sexta-feira (23) à estatal pela empresa Modec, dona do navio que é afretado pela Petrobras.

A plataforma FPSO é uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência utilizado pela indústria petrolífera para a exploração (produção), armazenamento petróleo e/ou gás natural e escoamento da produção.

O navio plataforma FPSO Cidade do Rio de Janeiro está fora de operação desde o ano passado e em processo de saída da locação do campo de Espadarte, a 130 quilômetros da costa. A retirada das 107 pessoas embarcadas foi iniciada no sábado (24) e concluída nesta segunda-feira.

A Petrobras informou ainda que, após um sobrevoo na área após o evento, não identificou mancha de óleo na superfície do mar. 
Após novas avaliações, nesta segunda-feira, a estatal identificou aumento na extensão das trincas. “A Petrobras comunicou a ocorrência às autoridades e vem apoiando a Modec nas ações de contingência”, informou a empresa na nota.

Na página da empresa, a Modec informa que fornece soluções flutuantes competitivas para a indústria offshore de petróleo e gás e é reconhecida como especialista líder em embarcações de armazenamento e descarregamento de produção flutuante (FPSO), embarcações de armazenamento e descarregamento flutuantes (FSO), GNLs flutuantes (FLNGs), plataformas de tensão (TLPs) e semisubmersíveis de produção.

Por fim, o Bradesco BBI atualizou as suas estimativas para a Petrobras, reiterando Outperform no papel e chegando a um novo preço-alvo de US$ 19 por ADR para 2020 (ou R$ 38 por ação).

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“No geral, continuamos gostando do investment case de longo prazo (apesar dos atrasos em crescimento de produção), uma vez que a empresa deve continuar a entregar uma agenda positiva de venda de ativos, crescimento de produção, desalavancagem e menor custo de capital, além de valuation menos esticado do que os pares”, afirma a equipe de análise.

Vale (VALE3)

A Vale comunicou aos bondholders o resgate de todos os bonds com vencimento em junho de 2021. O saldo remanescente é de US$ 280.951.000,00 e o resgate será efetuado em 26 de setembro de 2019. “Este resgate é consistente com o pilar estratégico de disciplina de alocação de capital”, diz a empresa.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo aprovou a sua segunda emissão pública de notas promissórias comerciais de até R$ 1,5 bilhão. Segundo a empresa, as notas terão prazo de vigência de até 365 dias contados da data de emissão e os recursos captados serão destinados para a gestão ordinária dos negócios, com o refinanciamento do passivo bancário.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)