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Petrobras poderá reajustar combustíveis diariamente; novo IPO, 5 recomendações e mais destaques no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo da manhã desta sexta-feira (30)

SÃO PAULO – O noticiário da última sessão do mês é movimentado, com atenção para a revisão da política de preços da Petrobras, para o IPO da Biotoscana e diversas revisões de recomendação. Além disso, destaque para a JBS: o Canadá barrou interrompeu as importações de carne da companhia. Confira os destaques: 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Em fato relevante, a Petrobras informou que a diretoria executiva aprovou a revisão da política de preços de diesel e gasolina comercializados em suas refinarias, visando aumentar a frequência de ajustes nos preços, que passará a vigorar no dia 3 de julho.

“A partir desta data, a área técnica de marketing e comercialização da companhia terá delegação para realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada (queda de 7% à alta de 7%), respeitando a margem estabelecida pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP). Qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo GEMP”, avalia o comunicado.

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Segundo a companhia, a revisão da política aprovada permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente. “É importante ressaltar que os princípios da política de preços, aprovada em outubro de 2016, permanecem inalterados, levando em consideração o preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e o nível de participação no mercado”. A companhia realiza coletiva nesta manhã para falar sobre o assunto.  

Já a FUP (Federação Única dos Petroleiros) informou que os petroleiros pararam por tempo indeterminado em refinarias. Greve nas refinarias é por tempo indeterminado, com avaliações diárias da FUP e de seus sindicatos. Os trabalhadores afirmam que querem barrar as reduções de efetivos impostas pelos gestores à revelia das representações sindicais, o que viola acordo coletivo de trabalho. A FUP ingressou com dissídio coletivo de natureza jurídica para que o TST assegure o cumprimento das cláusulas do acordo coletivo referentes aos capítulos de segurança e efetivos.

Ainda sobre a estatal, na última quinta, ela informou que dará início à nova fase no processo de venda do campo de Juruá, na Bacia de Solimões, quando investidores interessados e já habilitados receberão cartas-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para a realização de “due diligence” e para o envio de propostas.

“Neste projeto em particular não está prevista a realização da fase não vinculante, conforme faculta a sistemática para desinvestimentos aprovada pela diretoria executiva da Petrobras, que está alinhada às orientações do Tribunal de Contas da União (TCU)”, afirmou a estatal em um comunicado.

Vale (VALE3; VALE5)
A Vale informou que pretende disponibilizar à Samarco linhas de crédito de curto prazo de até US$ 76 milhões para apoiar suas operações no segundo semestre de 2017, sem que isso configure uma obrigação da Vale para com a Samarco.

A Samarco, joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton, está com suas operações interrompidas desde novembro de 2015, quando uma de suas barragens de rejeitos se rompeu, deixando 19 mortos, centenas de desabrigados e poluindo o rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo.

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Em comunicado ao mercado, a mineradora explicou que os fundos serão liberados à medida que forem necessários e que a BHP Billiton também pretende tornar disponível para Samarco linhas de crédito de curto prazo em termos e condições similares.

Adicionalmente, a Vale informou que é provável que os acionistas da Samarco sejam chamados a cumprir obrigações de um acordo assinado em 2 de março de 2016 para restauração do meio ambiente e das comunidades afetadas pela ruptura da barragem.

“Por conseguinte, a Vale estima contribuir em torno de US$ 174 milhões no segundo semestre de 2017. Esta quantia será descontada da provisão de R$ 3,7 bilhões registrada no segundo trimestre de 2016”, informou a mineradora.

Segundo a BHP Billiton, o reinício das operações da Samarco está sujeito à obtenção de aprovações regulatórias separadas e ocorrerá somente se for seguro, economicamente viável e com o apoio da comunidade. “A retomada das operações também exigiria aprovações do governo, a concessão de licenças pelas autoridades estaduais e a reestruturação da dívida da Samarco”
“Consequentemente, é improvável que as operações da Samarco se reiniciem em 2017”.  

Copasa (CSMG3)
A Arsae divulgou alguns dados finais sobre a revisão tarifária da Copasa no Diário Oficial de Minas Gerais, com um aumento de 8,69% versus 4,1% da proposta original. De acordo com o BTG Pactual, a notícia é muito positiva. “”Se a maior parte desse aumento foi relacionado ao RAB, o preço-alvo subiria para cerca de R$ 9 a ação”, apontam os analistas. 

Biotoscana

A companhia do setor farmacêutico Biotoscana manteve seu plano de abertura de capital e sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) poderá chegar a até R$ 1,55 bilhão, se considerado todos os lotes extras. O Carrefour também manteve na agenda a oferta para o mês de julho.

Considerando apenas o lote principal, a oferta poderá ficar entre R$ 992 milhões e R$ 1,154 bilhão, sendo que a faixa indicativa de preço foi estabelecida entre R$ 24,50 e R$ 28,50. O BDR é o Brazilian Depositary Receipt, ou certificado de depósito de valores mobiliários, que é um valor mobiliário emitido no Brasil que representa outro valor mobiliário emitido por companhias abertas com sede no exterior.

Serão ofertadas 40.500.000 BDRs, sendo 16.000.000 da oferta primária e 24.500.000 da oferta secundária, ou seja, com a venda de ações dos atuais acionistas. Se houver demanda, poderá ser ofertado o lote suplementar de 6.075.000 BDRs, ou 15% do lote principal. Já o lote adicional engloba 8.100.000 BDRs, ou 20% do total.

O procedimento de bookbuilding, que é de coleta de intenção de investimentos, já teve início e se encerra no dia 18 de julho, data em que será precificada a BDR. Os bancos de investimento coordenadores da oferta são JPMorgan, Itaú BBA e BTG Pactual.

Recomendações

Em destaque entre as recomendações, o Morgan Stanley incluiu Cielo e retirou a Iguatemi de recomendações. A Cielo é adicionada por ser um papel defensivo diante de “ambiente atual desafiador no Brasil”, por ter performado pior que MSCI Brazil Index com diferença de 32% em dólar ao longo dos últimos 12 meses e por atratividade de valuation, diz relatório assinado por Guilherme Paiva, Cesar Medina, Regiane Yamanari e Nikolaj Lippmann. Já a Iguatemi sai após performar melhor que MSCI Brazil Index em 20% em dólar no acumulado do ano, com curva de juros futuros precificando 1,75 pp de corte adicional da Selic.
Petrobras, Cielo, Ultrapar, Localiza, CVC e Vale estão entre as dez ações recomendadas do Morgan Stanley na América Latina.

 As revisões de ações de elétricas também estão no radar. A Cesp foi rebaixada de compra para neutra pelo UBS, enquanto a AES Tietê foi elevada para compra pelo banco. Já o Itaú BBA elevou a Equatorial de marketperform para outperform. 

Sabesp (SBSP3)

Segundo o Valor, a Sabesp se prepara para entregar, até o fim do ano à Arsesp a proposta de uma nova estrutura tarifária. A expectativa, segundo o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, é que o tema seja discutido ainda no atual processo de revisão tarifária que, com a segunda etapa, vai até abril de 2018.

Estácio (ESTC3)

O conselho de administração da Estácio aprovou na quinta-feira o programa de recompra de até 5% das ações em circulação, um dia depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) impediu a compra da companhia pela rival maior Kroton. O programa de recompra terá validade de 359 dias. 

O colegiado também aprovou a seleção pela empresa de assessor financeiro para “auxiliar na identificação de potenciais ativos para aquisição”. Mais cedo, o presidente do conselho da empresa, João Cox, já havia informado à Reuters que a rejeição do Cade à fusão com a Kroton era “página virada” e que a empresa iria contratar assessores para mapear o mercado e identificar oportunidades de compra tanto em ensino presencial quanto a distância (EAD).

JBS (JBSS3)

O Canadá aumentou o escrutínio das remessas do Brasil e a carga da JBS não cumpriu os requisitos de segurança alimentar, disse a porta-voz da Agência Canadense de Inspeção de Alimentos Lisa Murphy nesta quinta-feira por e-mail, levando à interrupção das importações da carne. 

Em março, a agência também suspendeu as compras de BRF e Seara Alimentos, e as três cias. permanecerão excluídas até “implementarem ações corretivas e cumprirem os requisitos canadenses”. Todos os 191 embarques de carne do Brasil desde 10 de abril foram inspecionados e seis embarques de carne bovina foram rejeitados. Antes do procedimento avançado, uma inspeção completa foi realizada aleatoriamente em 10 remessas consecutivas de origem específica do Brasil. O Canadá ainda está aceitando carne de estabelecimentos no Brasil que não estão envolvidos na pesquisa e atendem aos requisitos canadenses, diz Murphy.

Fibria (FIBR3)
A Fibria informou na quinta-feira que não há qualquer negociação atualmente envolvendo potencial parceria da empresa com a chilena a Arauco para compra de participação na produtora de celulose Eldorado Brasil, do grupo J&F.

“Não há qualquer tratativa neste momento em relação a eventual sociedade com a Arauco para uma potencial operação de aquisição direta ou indireta de ações da Eldorado Brasil”, afirmou a Fibria em comunicado ao mercado.

A Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e que possui uma fábrica vizinha à Eldorado em Três Lagoas (MS), fez o comentário após ser questionada pela B3 a respeito de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que cita possível parceria da empresa com a Arauco para investimento na Eldorado.

A companhia informou ainda que seus acionistas controladores, Votorantim SA e BNDESPar, também citaram que não há quaisquer tratativas envolvendo parceria da Fibria com a Arauco.

 

Cielo (CIEL3)
A Cielo informou que o valor definitivo por ação dos Juros sobre Capital Próprio relativos ao primeiro semestre de 2017 é R$ 0,119918341, totalizando R$ 325.300.000,00, sujeitos à retenção de impostos aplicáveis a cada caso.

Os JCP líquidos de imposto de renda serão pagos aos acionistas no dia 29 de setembro, com base na posição acionária desta quinta-feira (29), com as ações sendo negociadas na forma “ex” a partir do ida 30 de junho.

BR Properties (BRPR3)

Segundo informa o Valor, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) barrou a emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) da BR Properties no valor de R$ 550 milhões. O entendimento da autarquia foi que a operação, liderada pelo Itaú BBA e pela securitizadora RB Capital, foi estruturada de maneira artificial e, por isso, não se enquadra nas regras do instrumento.

Eletrobras (ELET6)

Seguindo os passos da Cemig, a Eletrobras confirmou a intenção de exercer a cláusula de “tag along” com relação à venda de sua participação na hidrelétrica de Santo Antônio (RO). Nesta semana, a Cemig, uma das acionistas de Santo Antônio, informou ter recebido oferta da chinesa SPIC Overseas pela sua participação na hidrelétrica.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)